Cinemas, aspirinas e urubus

Cruzeiro 1 x 0 Flamengo

Tudo normal no mundo do futebol. O tempo passa, o tempo voa, e a freguesia continua aí, tão clara quanto a luz do sol, independente do que digam, que pensem e que falem. Afinal, deixa isso pra lá e vem pra cá… o que que tem?  O Cruzeiro não tava fazendo nada, e o Flamengo também. É tão bom bater três pontos assim tão fácil de alguém…

Esse sol maravilhoso no horizonte de Minas deve ser o mesmo que agora esquenta a cabeça do dito “time” carioca que vem sempre cheio de marra e de manha, com cabelo de praia e cara de balada. Além de levar um sacodinho básico do maior de Minas, ainda tem que amargar o Fluminense do meu querido pai figurando em primeiríssimo lugar e mostrando futebol, enquanto os rubro-negros não mostram serviço nem com técnico novo e, como era de se esperar, não jogam metade do que falam.

O dono da polêmica da semana foi o sempre ogro (mas não menos querido) blogueiro do Flamengo no site de esportes daquela emissora de TV que pensa que manda no mundo. O monstro das palavras, que é minha definição para Arthur Mulemberg, tropeçou em algumas, se esqueceu quem é que manda e acabou fazendo uma presepada sem tamanho que deixou muito(a) cruzeirense triste. É uma daquelas coisas para as quais não se deve dar muito crédito. Acha-se graça pelo espetáculo das provocações que o futebol proporciona, mas espera-se; afinal, na cancha, não se ganha no grito. Se ganha na garra.

O Flamengo pode ser o atual campeão brasileiro, e não citarei qual o número de títulos nesse caso porque até hoje não sei ao certo quantos títulos esses caras realmente têm, mas aqui em Minas não existe desculpa pra mimimi. Então não vem querendo dar uma de “Mengão” porque contra o Cruzeiro todos sabem que isso vira Menguinho. Meu time nem precisa jogar seu melhor contra esse dito cujo porque sempre ganha. São sempre 3 pontinhos na sacola, e ainda sai barato. O problema é que tem gente que se esquece que aqui é a terra de um cara que disse que Minas trabalha em silêncio, e o texto de Arturzão me lembrou algumas palavras do próprio sobre chororô preventivo. Amado, cuidado. O feitiço, nesse caso, está se virando contra a Lady Gaga.

E o Flamengo pode ter a maior torcida do Brasil (isso se os mano do Curintias não passaram ainda), mas aqui, nessa terrinha sem mar, é tudo nosso. A torcida do Flamengo brota do chão, é verdade, tipo modinha Restart. É bonitinho falar que torce pro Flamengo porque historicamente, e isso é fato, o Flamengo é o time brasileiro mais conhecido lá fora. Zico fez sua parte, claro, mas monstros da música realmente popular brasileira também cantaram o time fluminense (sim, o Flamengo é fluminense) ao lado de negas chamadas Teresas. Mas quando essa torcida se une para ver o futebol outrora grande e “fuderosão”, só vê essa… coisa. Esse temor pelas cinco estrelas, a estagnação quando a camisa azul entra em campo para mostrar quem é grande. O Cruzeiro não tem Jorge Ben cantando em sua homenagem, mas tem gana, raça e vontade, coisas que os jogadores do outro time deixaram perdidas pelos Arcos da Lapa.

E o Cruzeiro nem sempre joga bonito, como deveria, mas qualquer esforço contra o Flamengo é descartável. Todo mundo já sabe qual é o final dessa história, então para que fazer esforço? Por isso eu nem ligo se nossos jogadores perderam mais gols do que as vezes em que o Bruno se meteu em confusão, e nem vou cobrá-los por uma goleada que deveria ter sido aplicada sem dó, porque isso é coisa para se fazer com Maraca cheio, para ver sem palavras aquela torcida que canta música dos outros e fala que é dela. Mas desencana que a vida é bacana, e quando as cinco estrelas entram em campo, é sem chance. O Flamengo poderia ser capa de um CD de funk, porque a trilha sonora dos nossos jogos contra esse “time” sempre termina com “deu mole pra caramba, tremendo vacilão”.

Enfim, aqui Flamengo não tem força, não tem a manha e não tem sequer credibilidade, e se passa noventa minutinhos mostrando tudo o que não sabe fazer é por pura falta de vergonha na cara, porque sabe que vai passar totalmente despercebido. Na ótica cruzeirense, Flamengo deixou de ser time há pelo menos três anos, para se tornar um patrimônio cultural brasileiro. Minha dica para torcida disso é falar menos e aprender com os mineiros, que comem quietos, mas comem muito (vocês sabem, né?), aposentar o sérvio e apostar no alemão. Afinal, se é Baier, é bom, e uma aspirina para esquecer o atropelamento azul que sofreram é tudo que vocês precisam.
Só peço ao patrimônio que da próxima vez venha para jogar futebol, e não para desfilar os cabelinhos cheios de gel e de areia desse tanto de… ahn… “jogador”? Vejo despontar neste belo horizonte que o próximo campeão inconteste no chororô preventivo será o Flamengo. Bota aí na conta: isso será um Penta, um Hexa ou um Hepta? Decidam. Afinal, nem dessa parte do futebol os rubro negros parecem entender.

PS: Por falar em burrice, Arthur, a única pessoa com coragem suficiente para pegar Leo Moura foi a Perlla mesmo. E, se mineira fosse, seria suficientemente inteligente para não cometer esse erro que ferra com a ficha limpa de qualquer guria de respeito.

twitter.com/lilamenini

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2 respostas em “Cinemas, aspirinas e urubus

  1. Urubu quis dar uma dar Zé Carioca, saiu daqui depenado. Volte mais vezes adoramos clientes assim: fiéis.
    Valeu Lilaaaa

  2. Sensacional, garota! Disse tudo e mais um pouco para aquele blogueirozinho idiota do Flamerda…
    Que depois da hexa derrota de ontem, ele pense duas vezes antes de cutucar o Maior de Minas e seus torcedores, principalmente suas torcedoras, hehehe! Valeu!

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