90 anos: o que nos representou 2010?


Chega ao fim a temporada número 90 do Cruzeiro Esporte Clube.

No dia 2 de janeiro completaremos 90 anos de glórias por essas terras de Minas, um clube ítalo-brasileiro que conquistou em poucos anos o Brasil e a América. Privilégio único nessa terra das alterosas.

Começo aqui uma singela homenagem a essa agremiação que começou com um pequeno grupo de italianos e hoje move com a emoção de 8 milhões de torcedores.

Nem sempre serão textos de nossa autoria, poderá ser reportagem, crônica (como a que foi transcrita semana passada na Squadra sobre a final de 66), imagem… por isso peço a ajuda e que entrem em contato quem tiver material que exalte a nossa história.

E hoje, gostaria de exaltar a nossa página mais recente: a temporada de 2010, onde conhecemos um verdadeiro espírito de guerreiros em campo.

O que nos representou 2010?

Após o baque da derrota na final da Libertadores da América de 2009, a moldura de um time campeão vinha ao campo no segundo turno do campeonato brasileiro do mesmo ano. Após uma arrancada histórica, o Cruzeiro conquista a última vaga para a Libertadores do ano seguinte, caindo na etapa classificada como “pré-libertadores”.

A sua primeira vitória do ano foi conquistada sobre o Uberlândia com uma sonora goleada por 6×0, sinal de que seria um ano diferente. Mas as atenções estavam voltadas para a Pré-Libertadores e, após conseguir um empate em condições adversas na Bolívia, conquistou a incrível vitória por 7×0 sobre o time Real Potosí, recorde de diferença de gols celeste no campeonato continental.

Com o objetivo na conquista do Tri na Libertadores da América, o campeonato mineiro foi preterido diante da competição internacional e a equipe foi eliminada na semi-final do campeonato regional diante do Ipatinga e uma crise – plantada – foi estabelecida, onde o estopim seria a eliminação na LA, caso houvesse.

Tantos torceram, que conseguiram! A equipe celeste foi eliminada diante do São Paulo – que, incrivelmente, decidiu jogar bola apenas contra o Cruzeiro em 2010 – e depois de tanto pressionar, conseguiram derrubar o técnico Adilson Batista, para a euforia geral da imprensa.

Cuca, criticado e rotulado como “derrotado” por parte da torcida, veio no lugar do AB. Pegou o time em 12º lugar no Campeonato Brasileiro, época em que o líder tinha como vantagem 12 pontos sobre nós. E então apareceu o time de guerreiros…

A diretoria investiu na qualidade em suas contratações. Trouxe reforços para a contestada zaga e, finalmente, investiu em um extraordinário “camisa 10”, o argentino Montillo.

Com a parada para a Copa do Mundo, Cuca teve um tempo suficiente para conhecer o grupo, planejar os próximos meses e enfrentar uma maratona de jogos que vinha a diante, onde a equipe celeste conquistou a maioria dos pontos e figurou entre os primeiros colocados.

Neste período se encontra o jogo contra o Palmeiras, uma conquista de 3 pontos que foi o retrato fiel do que representou todo o ano do Cruzeiro.

Chegando à reta final, o Cruzeiro via as suas chances de título aumentarem. Lutou bravamente em vários jogos na conquista de 3 pontos e, como poderia acontecer em qualquer grande time, houveram tropeços. Mas continuou bravo na busca do almejado título – superando a falta do Mineirão, os grandes desfalques e os erros bizarros da arbitragem –  e chegou na rodada final com 4% de chances de título, dependendo dos resultados de seus adversários para ser campeão.

O time que não era visto como candidato ao título após o “vexame” no campeonato mineiro, ao final foi visto com grande espírito, que honrou o segundo lugar conquistado. Foi reconhecido, temido e respeitado.

Neste ano de 2010, podemos até não ter uma taça para expor nas vitrines, mas na memória de todo cruzeirense ficará a história de um time, que contra tudo e contra todos, enalteceu um vice-campeonato de muito suor.

Para 2011, espero que continue com o mesmo time base, que vem sendo formado desde 2008 e agora se encontra em seu melhor momento, analisando o entrosamento e o amadurecimento do grupo. Espero que a renovação no elenco não atinja as suas peças principais, pois certamente estaremos na luta pelo Tri – tanto no Brasileiro quanto da Libertadores.


Fotos: Vipcomm

Luciana

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