A política ZZP

Sempre é assim. Quando acaba o campeonato Brasileiro, consequentemente, quando chega o final do ano, e depois vem o ano seguinte, as especulações, contratações, vendas, tomam conta do noticiário esportivo.

E não seria diferente dentro de um clube como o Cruzeiro Esporte Clube. Todavia, a questão não é essa, mas sim como isso está sendo levado.

Todos os torcedores, de quaisquer times, sonham com grandes contratações. Esperam um “Ronaldinho Gaúcho” da vida, um “Fenômeno”, porém são poucos os times que têm a ousadia de realizar estas contratações.

O time celeste de Belo Horizonte se enquadra nesse quesito. Numa entrevista realizada no mês de janeiro deste ano, no período das badalações pela contratação do Gaúcho no Flamengo, o nosso presidente Zezé Perrela disse que nunca realizaria uma contratação daquela: por ser uma contratação de risco, não sabendo se o jogador poderá dar 100% do seu futebol para com o clube.

Mas aí eu te pergunto quem está preocupado com isso?  É claro, que todos os flamenguistas esperam que o Ronaldinho dê o seu melhor futebol, ou que pelo menos jogue acima do nível dos jogadores brasileiros. E se ele não conseguir jogar todos os jogos – muito difícil – mas quem importa?

Ronaldo Fenômeno jogou no Corinthians poucos jogos, e o pouco que jogou foi decisivo e por quê? Porque ele já foi o MELHOR DO MUNDO. Fora as questões financeiras, o tanto que eles ganham em cima do jogador, principalmente o clube e as empresas patrocinadoras.

Portanto, quando se faz uma contratação de grande risco, devemos olhar tudo isso, mas quando se fala de um cara craque, as coisas favoráveis devem ter um peso maior.

Não pedimos uma contratação de um melhor do mundo, mas pelo menos de um cara que saiba jogar muita bola, e que a diretoria não empreste, não venda nossos jogadores para reforçar outros times na Libertadores – a competição que NÓS também estamos e, principalmente, que a presidência não tenha dó de oferecer salários altos a tal jogador pois o dinheiro ali rola solto, e não há como esconder, por mais que queira, né ZZP? Ou alguém aí acredita no caso do “Ramires” que o valor mostrado foi realmente o preço que ele foi vendido? Alguém?

Roberta

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4 respostas em “A política ZZP

  1. O Perrella há muito tempo trata o futebol exclusivamente como um negócio, ou seja, um empreendimento que, se não der lucro, pelo menos não pode dar prejuízo. Visto apenas sob esse enfoque, o dirigente não está errado. Ocorre que o futebol, mesmo esse esporte altamente profissionalizado e mercantilizado em que se transformou, não é, nem pode ser, apenas e tão-somente um negócio. Os desportos, especialmente o futebol, envolvem uma grande carga de passionalismo e chegam a funcionar como uma espécie de catarse coletiva. A torcida de qualquer grande clube do país e do mundo tem todo o direito de sonhar com grandes jogadores a vestir a camisa do seu coração. Cabe aos dirigentes dosar esse desejo quase inconsequente com uma política que preserve a saúde financeira da instituição, isso está correto. Mas desde que esses dirigentes assumam que são, também, os responsáveis por tentar dar ao seu clube — uma paixão popular — razoáveis condições de entrar nas disputas com o máximo de recursos possíveis para vencê-las. E para tal há que procurar superar esse pragmatismo “empresarial” com doses de ousadia, no sentido de fortalecer o elenco de jogadores. Mormente se o clube luta todos os anos para chegar a disputar a principal competição continental e, quando o consegue, não a trata com a importância que merece.

  2. Eu discordo, acho que o Cruzeiro mais uma vez não pecou em adotar a política “pés no chão”, há anos não temos um reforço de nome, que vem da Europa, com festa na apresentação ou de lotar aeroportos, mas, nos últimos anos estamos sendo brigando por títulos e na mesma altura dos times cariocas e paulistas, que na maioria das vezes são quem realizam essas contratações. A torcida espera muito por um título importante, que seja Libertadores ou Brasileiro, e acredito que esse ano poderemos mais uma vez brigar por esses títulos como um time que não faze loucuras ao contratar mas conta com jogadores de qualidade como: Fábio, Montillo, Diego Renan, Henrique e Thiago Ribeiro… E que provavelmente um dia irão jogar em bons times da Europa, e depois de alguns anos terão sua volta ao Brasil tão festejada quanto a desses “grandes” jogadores que hoje retornam ao futebol brasileiro, mas enquanto jogam aqui não tem o seu futebol tão reconhecido.

  3. É claro que, ficar com os pés no chão é bom, mas tem de ter ousadia. A questão é, chegar nas finais de várias competições é ótimo, mas nadar, nadar e morrer na praia, cansa, né?

  4. Estou completamente indignado com esta imprensa esportiva patetica mineira. Este bando de amadores colocou o Gilberto no meio da briga do Roger com o Cuca. Aquele idiota do Odilon fica perguntando constantemente para o Gilberto sobre o Roger. O pior de tudo é que a torcida do Cruzeiro sempre cai nestas armações da imprensa e começaram a vaiar o Gilberto ontem. É lamentável o que esta imprensa mediocre faz. Acorda cruzeirenses. Eles querem dividir e atrapalhar o Cruzeiro na Libertadores. Porque eles não ficam perguntando para o Diego Souza porque ele esta na reserva?

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