É jogo de sorte ou de futebol?

Sou “cruzeirocentrista”.

Não gostei de ver o Santos campeão da Libertadores, assim como não gosto de ver qualquer outro time campeão a não ser o que eu torço.

Como estou com saudade de ver meu time campeão com um título de verdade, sentir aquele aperitivo da melhor felicidade do mundo, de poder acordar de manhã e querer até falar mal do chefe porque nada tira aquela felicidade!

Mas por que não vem dado certo? Por que não fomos campeões em tantas oportunidades desde 2003? Por que somos tão iludidos por bons elencos no papel?

É óbvio que falta ser melhor que os melhores. Mas como?

Falta dinheiro pra contratar e/ou falta jogadores bons para contratar? Falta entrosamento? Falta técnico e/ou falta técnica? Estrutura? Menos juízes filhos da mãe? Afinal, falta o quê? Sorte?!

Aliás, essa tal de sorte (ou a ausência dela) esta sendo a camisa 10 do Cruzeiro. Tá danado!

Até quando ela será a culpada?

Se perde, foi culpa dela que não compareceu pro jogo, se ganha, foi ela também que colocou a bola na rede.

E a competência, quando vai substituir a sorte ou ao menos está jogando junto?

O Cruzeiro ganhou do Coxa e do Vasco, mas não me convenceu.

Quero mais! Ter ambição pela vitória e ser cruzeirense são sinônimos. É difícil assistir a um jogo torcendo mais pelo apito final do que tendo esperança por mais um gol. Eu gosto da vitória e também do bom futebol.

Você diria que saiu convencido que o Cruzeiro vá fazer um bom jogo contra o Grêmio quarta que vem? Eu não. Precisa melhorar, muito!

O Cruzeiro teve dois chutes contra o Vasco e fez 3 gols, sendo que um foi de pênalti.

Montillo fez gol em uma (belíssima) jogada individual, mas no resto dos 90 minutos estava muito bem marcado e ficava difícil a conexão com o ataque, além de ficar sem opção para jogadas ofensivas, o time se prendia lá atrás e investia apenas em contra ataque. Sim… Sei que esses esquemas fazem parte do futebol, mas não me convence que assim um time grande jogue e ganhe um campeonato.

Da mesma maneira que alguns pontos vêm, outros podem ir embora. Pode ser uma afirmação óbvia, mas espero que o Cruzeiro jogue mais para que não seja.

Precisamos manter os pés no chão, trabalhar dia por dia, jogo por jogo. Tostão diz que “os campeões são ambiciosos, perfeccionistas e lutam, obstinadamente, pela vitória.” Eu acrescentaria que “trabalham” pela vitória, não se contentam apenas com a sorte.

Não quero ficar satisfeita ao fim do ano apenas por ficar na frente do rival do outro lado da lagoa.

Só peço mais porque confio que podem bem mais.

 

Luciana Bois está feliz com a vitória, mas ainda deseja confiar mais nesse time.

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