Coincidência de Seleções

O assunto que ocupa o tempo todo nos programas esportivos é a Copa América e a “grande” campanha invicta da Seleção Brasileira. Mas o que isso tem a ver com o Cruzeiro?

Nesta segunda o veterano zagueiro Lúcio declarou: “O símbolo na frente da camisa é mais importante do que o nome que fica atrás. Cada um tem que mostrar por que está na seleção.” Coincidentemente, o “símbolo na frente da camisa” tanto na seleção celeste quanto na canarinha possui cinco estrelas que devem ser respeitadas.

Ambas possuem bons jogadores, nomes consagrados, fama boa, currículos recheados, dois artilheiros de uma grande competição internacional, técnico multi-campeão, jogadores com variados prêmios individuais e que chamam atenção por onde passam. Mas a cada apresentação, a torcida acostumada a grande títulos coloca essas nomeações a prova pedindo para que sejam cada vez melhores. Essa torcida pode até ser chamada de exigente, sendo confundida com “chata”, mas isso porque acabou sendo “mal” acostumada com uma freqüência de grandes títulos.

Avaliando o time, a dúvida na lateral ainda existe. Até que por uma via já temos um pouco mais de segurança, mas no outro lado esta difícil para alguém assumir a posição.

Lá na frente ainda não possuímos um centroavante de verdade, apelando para dois “primeiros atacantes” sendo que um se disfarçando de camisa 9 conseguiu marcar no último jogo. Ele pode até quebrar um galho às vezes, mas ainda não é o suficiente.
Após três vitórias consecutivas e uma derrota “comum” (pra não dizer que somos fregueses mesmo) para o São Paulo, finalmente vou vendo a nossa seleção entrando nos trilhos. Não precisa enfeitar ou golear, mas querendo ganhar já basta. Potencial? Vimos que possuem, mas é preciso persistir para que as vitórias saiam.

A primeira fase da Copa América para o Brasil pode até dar uma lição ao Cruzeiro, mas espero que a nossa seleção celeste encare cada jogo como uma final. O retrospecto contra o Bahia é tão favorável ao Cruzeiro quanto o Brasil era em relação à Venezuela ou ao Paraguai… deu no que deu.

Não se pode confiar uma boa campanha a um bom currículo, a vitória se conquista em campo.

Luciana Bois se importa mais com bons jogadores na seleção celeste que na brasileira.

Siga a colunista no Twitter: @LucianaBois

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