Nadando de acordo com a maré

O Cruzeiro vive uma péssima fase e ainda com uma maré bem feia. Mas ainda assim, não faz esforços para nadar contra essa corrente.

Contra o Inter, o Cruzeiro jogou bem, houve falhas da arbitragem e ainda perdemos o Wallyson por contusão, porém são fatos que acontecem no mundo do futebol e que nunca impediram o Cruzeiro de ser vencedor.

Não tem nada dessa de lamentar a falta de sorte, mas tem que trabalhar para que ela não interfira.

O futebol do time celeste melhorou bastante no jogo contra o Inter, mas ainda assim não é suficiente. Vemos sempre os mesmos erros e os mesmos problemas. Precisamos de um centroavante de verdade, de laterais que saibam defender de verdade e um esquema tático que valorize o futebol do time.

Temos problemas os quais não se resolvem apenas com quem está dentro de campo. Eles até tentaram no domingo, mas o Cruzeiro está em uma maré tão feia, que nada adiantou.

Já disseram que “O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a criatividade” e em poucas palavras se resume ao que o Cruzeiro necessita.

O Cruzeiro do Perrela (por enquanto, mas ainda dele!) e do Joel precisa se aventurar, sair desse marasmo, tirar o escorpião do bolso, encontrar alternativas para ser melhor, ou seja, ser também criativo.

Após uma derrota, eu evito todos os programas esportivos, falar sobre futebol, ter que encarar aquele torcedor adversário chato ou nada que me lembre daquela fatídica hora que esperei em vão por uma vitória. Não me sinto confortável com uma derrota, imagina com quatro derrotas seguidas?

Eu quero sair dessa situação, eu quero nadar contra essa corrente de futebol feio, erros de arbitragem e contusões, mas eu sou apenas torcedora. Vou ao estádio quando posso, compro produtos oficiais, apoio e cobro, mas eu não posso fazer nada além.

E, incrivelmente, a única mudança que colocaram em ação foi a de estádio para mandar os jogos porque a torcida não comparecia em Sete Lagoas. Será que acham que esse é o único modo de buscar a vitória?

Quem está em campo e/ou quem comanda deveria buscar meios para nadar contra essa corrente também. Não se deve buscar atacantes porque um machucou, mas sim porque precisamos e muito de reforços de qualidade no setor (digo isso como antônimo de “ter Wellington Paulista de volta”). Também não nos aproxima da vitória dar entrevista sobre “falar menos e jogar mais”, mas é apenas o ato de jogar mais.

Parece até mais fácil do que se imagina e ás vezes pode ser, mas tem que fazer por onde.

Espero que meu próximo texto aqui no Bloguerreiro não seja para comentar novamente sobre uma má fase, não gosto de falar com as paredes, pedir e nunca ser atendida.

Luciana Bois é apenas torcedora e espera que seu pedido seja atendido.

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