Ainda e sempre cruzeirense com orgulho

Depois do “pior jogo de futebol da história mundial”, como diria um amigo meu, um dicionário teve que me ajudar para que eu escrevesse algo por aqui, então pelo Priberam:

torcer

(latim torqueo, -ere)

6. Vencer, sujeitar, fazer vergar.

7. Fazer desviar o ânimo, levar, induzir.

9. Dar apoio a ou esperar resultado positivo de.

E pra quem não sabe o que é “vergar”:

vergar

2. [Figurado]   [Figurado]  Submeter, sujeitar; abater; humilhar.

4. Apiedar, comover.

v. intr.

6. Ceder ao peso; submeter-se; humilhar-se; ficar acabrunhado.

Resumindo esse meu blá-blá-bla de hoje: eu sou torcedora e nada – nem um jogo a nível de várzea – me fará desanimar, irei à Arena apoiar esse time mesmo que venha uma tempestade que faça alagar a cidade inteira e que o futebol seja mais de Íbis possível em um lamaçal sem igual.

Torcerei pela trave que nos ajudou nesses últimos jogos, pela suspensão dos jogadores do adversário, comemorei gols contra rivais diretos, farei golpe de vista em marcações para ajudar os cruzeirenses, rezarei mesmo pensando e sabendo que Deus tem orações mais importantes para interceder, cruzarei todos os meus dedos, vaiarei a pressão do adversário, xingarei até a última geração do árbitro se ele pensar em prejudicar meu time, esperarei milagres do Fábio, gritarei de raiva por cada gol perdido, comemorarei como um título cada gol feito e esperarei, realmente, que esse time dê raça, já que ultimamente mostram que técnica já não existe mais.

Mesmo que essa noite eu tenha perdido o sono com uma baita raiva pensando nos próximos jogos e nos erros de ontem, que eu tenha tido quase um enfarte e que esse Cruzeiro tenha me roubado uns 10 anos de vida pelos últimos jogos, hei de torcer, mesmo que pareça tantas vezes inútil, e nunca desistir. Este Cruzeiro de 2011 faz com que eu me sinta uma mulher de malandro: mesmo que ele me aborreça, eu sempre hei de amá-lo.

Acredito que, contra o Inter, foi pela força da torcida e raça que garantimos a vitória, porque técnica deu pra perceber que era inferior. Agora contra o Atlético-PR, outro jogo de 6 pontos, já não temos mais esquema tático viável, nem técnica aprimorada, mas a raça espero que exista e que garanta essa vitória. E se temos que cumprir nossa função de camisa 12, eu cumprirei com minha parte.

Vou torcer, ou seja, irei levar esse time nas costas, induzir para que se superem, me humilhar, me submeter a 70 km de distância pra ver esse Cruzeiro jogar, dar apoio por 115 minutos e esperar um resultado positivo – a vitória. Sou torcedora do Cruzeiro Esporte Clube com muito orgulho, aparecendo lágrimas nos olhos de felicidade ou até mesmo de raiva ao final dos jogos, nada me fará desanimar.

Não acredito nessa que “time grande não cai”. Cai sim! Dê brecha pra você ver se não, queira deixar o barco à deriva pra você ver! Apesar de que a diretoria assim deixou nosso clube, nós torcedores iremos pegar nossos remos e ajudar a levar esse barco pra algum lugar ou carregá-lo até em nossos ombros. Como sou torcedora, acreditarei e esperarei até o fim que esses jogadores honrem essa camisa que a atual gestão desprezou neste último ano.

Já disse e até cansei de ser repetitiva, mas mesmo que por momentos não mereça, irei até o raio que o parta pelo Cruzeiro.

Luciana Bois também não deixará o Cruzeiro cair.

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