Cruzeiro do Mineirão

Alheia a essa conversa sobre BWA/Atlético/América/Cruzeiro/Independência eu só tenho certeza de uma coisa: eu sou mais ainda apaixonada com o Mineirão. Quem não se lembra da primeira vez que entrou no Gigante da Pampulha?

O meu primeiro jogo foi em 2003, quando tinha 12 anos, no jogo Cruzeiro x Coritiba. Lembro-me do medo que eu tinha de assistir um jogo no estádio, não por violência nem nada do tipo, mas de não conseguir assistir direito com replays, closes e tal. Sério!

Depois de muito insistir com meu pai, ele aceitou me levar com a condição de que teria que ser um jogo com menos torcida e lá fomos ao Cruzeiro x Coritiba. Sabia que o único que reconheceria era o Alex pela careca e eu estava doida pra ver ele “pessoalmente” já que, claro, aquele time de 2003 vinha encantando a todos.

novomineirao.mg.gov.br – Sylvio Coutinho

Quando entrei naquele mundo de concreto e fui subindo as escadas, já nem sentia mais minha barriga de tão congelada que ela estava. E quando subia o último lance da escada surgiram as luzes, depois a arquibancada foi se formando aos pouquinhos e, finalmente, o campo! Senti como se fosse a pessoa mais importante do mundo com a melhor sensação da face da terra.

Bateu um sentimento que até hoje não consigo explicar. É como abrir as cortinas aos pouquinhos de um grande espetáculo que já esperava anos para ver ou como desembrulhar um presente que foi custoso adquirir.

Depois de sair perdendo por 2×0 e permitir com que eu estreasse meu repertório de “palavras feias” em estádios e me chamar de pé fria, o jogo terminou com o placar de 2 a 2. Após acalmar os ânimos, fui saindo admirando aquele lugar que acabara de adotar como segunda casa, onde ouvia sentimentos ecoados como música e incrivelmente tinha um concreto na arquibancada que era confortável como o sofá de casa.

Os jogos seguintes eu já era familiarizada com aquele gigante de concreto, mas o frio na barriga naqueles segundos em que via a cortina do espetáculo abrir continuou o mesmo. Passo diante dele hoje e sempre peço pra dar a volta, só pra poder ver um pouquinho lá de dentro. Penso como será a minha estreia no novo Mineirão só pra ver o Cruzeiro em seu palco novamente.

Cruzeiro no Mineirão não é sinônimo de Cruzeiro no Independência ou Arena do Jacaré e por ai vai. Cruzeiro no Mineirão é nome e sobrenome, unha e carne, corpo e alma. O espetáculo pra mim só é completo desde que seja no Gigante da Pampulha.

Fonte: http://atleticoxcruzeiroraridades.blogspot.com/

Eu quero o Mineirão de volta, eu quero o meu Cruzeiro tantas vezes campeão de volta e ao seu cenário natural. Eu quero que o estádio, que é testemunha ocular de tantos recordes e voltas olímpicas importantes, de volta à torcida que ele mais consagrou com tanta felicidade.

Sou eternamente grata e apaixonada com ao gigante da Pampulha que viu o Cruzeiro de Tostão à Alex. Perder os cabelos por concessão do Independência de 27 anos? Não é pra tanto. Só espero poder entrar no Mineirão em um ou dois anos pra ver o Cruzeiro jogar.

Siga a bloguerreira no twitter: @LucianaBois

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