Não é Brasfoot, Mancini!

Tem que parar com o futebol “Brasfoot”.

O Cruzeiro tem jogado um futebol de “Brasfoot”: só é determinado a posição de cada um, o esquema tático, o estilo de jogo e o tipo de marcação.

Mas o futebol real envolve questões que vão além de um computador, onde jogadores não são máquinas, o resultado não é programado, o desenvolvimento depende de fatores que vão além de técnica e tática e, principalmente, não tem como salvar um jogo para ter uma segunda chance.

O Cruzeiro não deveria ter entrado em campo contra o Galo ou contra a Chapecoense com a mesma postura que foi contra a Caldense, América-TO, Democrata-GV… O futebol é cíclico e cada jogo é diferente do outro, óbvio. O Galo tinha jogadores rápidos, com peças melhores que os outros adversários enfrentados e a Chapecoense vinha bem no catarinense, além de ser acostumada a jogar em um campo impraticável para o esporte, visível para todos anteriormente.

E outra, os jogadores nem sempre estão na sua melhor fase ou no melhor panorama para exigir o mesmo estilo de jogo, como foi a opção de colocar o Wallyson em campo contra a Chapecoense, sendo que acabou de recuperar de uma cirurgia e o gramado estava longe de ser praticável. Temos que observar as circunstâncias e os erros, estudar o adversário, saber o estilo de jogo a ser enfrentado, o campo que vai correr e treinar, mas treinar mesmo!

Não são apenas questões de esquema tático, mas da necessidade do treino direcionado à correção dos erros. Em qualquer esquema tático, não é possível ver uma troca de passes convincente no Cruzeiro. Chegam ao ataque e sempre gritam, reclamam e se perdem procurando alguém. Há pouco apoio, custa a aparecer alguém e, na maioria das vezes quando chegam à frente, acham como opção três ações: jogada individual, chutar de onde está para o gol ou tentar escanteio. E os outros jogadores, onde estão em campo?

Na defesa também, como levar gol de cabeça do Danilinho? Aquele tamanho de criatura?! Contra a Chapecoense também, como deixar o jogador deles pular sozinho? Questão de observar o óbvio e agir a partir disso.

São questões claras, que vão além da introdução e do objetivo possível no Brasfoot, mas vai no desenvolvimento feito a partir da formação de quem estudou, trabalhou e treinou pra isso.

Creio que deveriam passar a noite estudando o adversário, não pra fazer um jogo dependendo do adversário, mas ao menos tentar colocar em prática o nosso melhor do estilo de jogo para aproveitar os pontos falhos do adversário e se proteger do adversário. Diziam que o time do AB era retranqueiro e que ele armava o time de acordo com o adversário, mas todos ainda se lembram do estilo “Adilson Batista de jogar”, porque formou um estilo. Agora, a identidade do time do Vagner Mancini é o de querer ter uma identidade, mas não saber como obtê-la.

Eu sei do limite técnico que o time do Cruzeiro tem e outras questões óbvias, mas deveriam sair da frente do “computador” e praticar, parar de jogar “Brasfoot” e comer grama, não capim.

Sirliane Freitas // Diario Catarinense

*Já joguei muito Brasfoot, Elifoot, Fifa… fui campeã em tudo! Mas nos meus dois anos jogando futebol, ganhei nada de importante.  Quer uma prova melhor? Até o Galo ganha a Libertadores virtualmente. 😛

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Uma resposta em “Não é Brasfoot, Mancini!

  1. Hahahahha! já joguei isso tbm tbm! vc como sempre toca na ferida moça! =P assino em Baixo mas eu raramente jogo com o Cruzeiro no championship manager, jogo com o Olympiakós hahahahahah.

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