Mineiramente falando: evolução!

Nem me lembro qual foi a última vez que o Cruzeiro ganhou de um time grande e bem como ocorreu ontem. Digo “bem” pelo segundo tempo, que pelo primeiro, já estava pensando que veríamos mais do mesmo.

O Cruzeiro vem sendo um bom mineiro, não passando o carro na frente dos bois, não querendo aparecer mais do que o peso da sua camisa permite.

Mineiramente, conquistamos manchetes essa semana por uma virada empolgante, por grandes contratos, por vendas inesperados… por coisas que só acrescentam ao objetivo final do futebol: jogar bola e vencer. Não show de pirotecnia por atitudes “ousadas”. Aos poucos, percebemos que o trabalho do Celso Roth já vem dando movimentação e qualidade no passe – este ainda pouco, mas infinitamente superior ao que éramos reféns antigamente.

Temos muito a corrigir, é verdade. Mas não podemos esquecer do que já conquistamos. No time do dia 04 de dezembro de 2011, um clube quase nas vésperas de um rebaixamento que precisava desesperadamente da vitória sobre o rival pra permanecer na séria A ao time da virada histórica sobre o Botafogo no Engenhão, muita coisa mudou. Principalmente a postura.

Fonte: http://www.decoracao-casa.com/

Não só tática, mas também do comportamento desses jogadores.

No segundo tempo, ainda antes de levar o segundo gol, vimos um Cruzeiro que buscava a vitória e não só cumprir um protocolo de jogar bola, pra receber seu salário. Mesmo com pouco alarde, pouca crença dos torcedores, eles foram lá e viraram.

Estou ciente que isso não ocorre todos dias, mas se ocorreu, é que temos força pra que isso ocorra novamente.

O cruzeirense sabe que o Anselmo Ramon pode surpreender com uma assistência e um gol logo depois que sair do banco, que o Fabinho pode queimar a língua de muitos, que o Everton pode fazer gol de cabeça em um ataque rápido, que um estreante na zaga pode dar segurança e que um time com 4-4-2 é melhor do que um time no 4-3-2-1 mesmo jogando longe dos seus domínios contra um bom time.

Não estou com a esperança que o Cruzeiro venha conquistar o título esse ano, como já disse anteriormente neste espaço, mas que se ajeite para os próximos anos depois da traulitada que foi o segundo semestre de 2011 e o primeiro semestre do presente ano.

Observando a evolução em pequenos detalhes que percebemos que esse time tem liga, a presidência tem liga e o diretor de futebol tem liga. Já estamos aprendendo a movimentar melhor, apoiar melhor, dar um passe melhor, se defender melhor. Claro que ainda nada disso está perfeito, mas está sim infinitamente melhor. Não tem como criar um time campeão da noite pro dia, mas aos poucos podemos construir uma base para isso.

Não importa se a imprensa deu pouco destaque, se não entramos na seleção da rodada, se não somos manchetes por contratações “ousadas”, mas se importem porque o que vimos é um time em franca evolução, que não está perfeito, mas está melhorando. Com Celso Roth até perdemos 4 pontos em dois empates, mas conquistamos uma postura que vale mais do que a goleada imposta sobre a Caldense por 5×0.

A questão é saber filtrar o que conquistamos de positivo e, com isso, trabalhar o que falta.

Mineiramente, vamos reconquistando o mais importante: a confiança. É certo cobrar e ser realista. Mas se nessa realidade vem ocorrendo coisas boas, por que ignorar que podemos torcer para que ocorra o melhor novamente?

A tempestade está passando, dias melhores virão.

Siga a bloguerreira no twitter: @LucianaBois

Cruzeiro Sempre!

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