O futebol não aceita taxações

O futebol é uma das coisas mais lindas do mundo. E uma das mais ingratas também. Nem vou me alongar justificando por que ele é lindo – se você decidiu ler esse post, provavelmente também adora perder seu tempo com a coisa mais importante de todas as coisas desimportantes do mundo. Mas basta dizer que a natureza incerta do jogo e seus resultados inesperados são uma atração irresistível. Só que essa mesma beleza incerta faz do futebol um esporte ingrato. É ingrato porque jogar melhor que o adversário, ter mais qualidade técnica e mais volume de jogo, não é garantia de vitória. E pior, se cochilar, ele também te castiga.

Das equipes brasileiras apontadas como favoritas nesta Libertadores, o Cruzeiro foi a que mais teve dificuldade para se classificar na fase de grupos. Contra Real Garcilaso (no primeiro jogo) e Defensor (nos dois jogos), o time esbarrou nos próprios limites e – especialmente no caso do Defensor – não soube reconhecer as virtudes do adversário. A classificação que parecia natural na primeira rodada, tornou-se dramática na quinta e teve ares de fim de festa na última.

Toda essa epopeia, entretanto, mostrou que a equipe tem muita gana e capacidade de reação. No primeiro jogo contra o Cerro Porteño, no Mineirão, levamos um gol imbecil (aquele ingrato do futebol castigando de novo) e tivemos dificuldades para manter a posse de bola em alguns momentos. Contudo, também soubemos recuperar a bola, chutar a gol, fazer confusão na área e igualmente castigar o Cerro com um gol no último minuto.

No jogo de volta no Paraguai, mais tropeços e recuperação. A defesa celeste não sabia lidar com a marcação pressão do adversário e ia recuando a bola até o Fábio que depois a isolava no campo adversário. Isso quando algum dos irmãos Romero, em geral Angel, não roubava a bola no meio e deixava dois cruzeirenses no chão antes de sofrer a falta perto da grande área. Oportunidade para fazer gol o Cerro teve. Não fez. E aí o futebol castigou. Porque no segundo tempo o Cruzeiro foi melhor e chegou ao gol, apesar da expulsão do Bruno Rodrigo.

Não dá para dizer que a classificação do Cruzeiro foi uma surpresa – surpreendente é ter um time boliviano nas quartas de final. Como bicampeão da Copa, atual campeão brasileiro e equipe mais cara da Libertadores nesta edição, seremos sempre apontados como favoritos antes de a bola rolar. Bola rolando em mata-mata, entretanto, o favoritismo desaparece. A natureza incerta do futebol não aceita taxações. A única certeza é a de que podemos nos preparar para jogos absolutamente imperdíveis.

Clara Bois

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Digamos que eu seja verde

Passei o dia de ontem um pouco reclusa. Me abalou bastante o que aconteceu com o Tinga.. Nem lembro mais do jogo, dos gols e fui dormir tarde porque eu só soube chorar.

Não importa a minha cor pra escrever essa coluna. Imaginemos que minha cor seja verde, não me importo. O que não tira meu direito de me sentir abalada.

A educação que meus pais me deram não permite que eu fale nem “filha da puta” no trânsito, (apesar que é inevitável – mas nunca a ponto do cara ouvir). Desde pequena aprendi o que era respeito. Pode ser homossexual, homem, menino, mulher, idoso, azul, amarelo, japonês… todo mundo nasce sem dente e vira pó no final. Assim aprendi.

“Quando acabou o jogo, meu filho começou a chorar muito e hoje (quinta) já não quis ir à escola. Eu estou preparado porque minha vida foi de provações desde o início, mas minha família não está”

Tinga

Ver um estádio inteiro cantando daquela forma foi assustador. Como tanta gente não pensou no que aquilo representava? No filho daquele homem que via seu pai ser humilhado por ter nascido negro? Em tantas outras pessoas que se sentia na pele e era rebaixado por aquele canto?

E a mãe que enterrou seu filho porque ele decidiu gostar de meninos? O pai que carregou o caixão do seu filho que vestia a camisa do adversário?

Não é xingar de “seu merda”, não é chamar de “filho da puta”. Isso é ridículo também e falta de respeito, mas discutimos aqui como é definir uma pessoa a partir da sua aparência ou da sua opção como condicional da sua racionalidade.

Não digo que orgulho de ter tipo A ou tipo B na minha família, mas orgulho por ter a minha família, seja ela gay, atleticana, corintiana, cruzeirense, verde ou vermelha, já que acima de tudo é minha família.

Não foi apenas a torcida peruano que foi racista, não foi somente a torcida do Cruzeiro que chamou alguém de “bicha”. Nem precisa chegar na esquina pra perceber onde mais se vê “marias, frangas, bambis, viados e pretos”.

A repercussão não é exagerada perto das outras que acontecem todos os dias, a repercussão das outras que também deveria assustar tanto quanto essa.

Não quero pedir respeito a nenhum humano porque é assim ou assado, mas desejo e espero respeito apenas por ser humano em qualquer meio que seja.

“A vida vai continuar. Já aconteceu isso outras vezes, talvez não tenha tido a mesma repercussão. Acho que talvez chegou o momento de aproveitar que todos se manifestaram, de todas as classes, de todas as áreas, e tentar fazer uma melhoria nem que seja cada um dentro de sua casa, dentro do seu convívio”

“E não esperar ninguém. É cada um mudar dentro da sua casa, do seu convívio, dentro da educação de quem tem filho, irmão, parente. Se a gente começar a se educar em casa, consequentemente a gente vai estar educado fora”

Tinga

Que não apenas Deus te ouça, querido Tinga.

Luciana Bois

A culpa foi de todos – apontando os erros, um por um

Quarta foi desastroso, horrível. Um time irreconhecível entrou em campo. Pensávamos que fosse o time considerado o Barcelona da América e o melhor colocado no grupo geral da Libertadores. Só pensávamos. Enganamos.

O Cruzeiro encarou o Once Caldas no pior jeito, bem apático. O meio-de-campo errava lances bobos, passes mínimos e nada produzia. O ataque sem os seus dois atacantes velocistas nada pôde fazer e a zaga, coitada, que há partidas só joga com um zagueiro totalmente eficiente, o chefão Victorino, ficou perdida e sofreu dois gols.

Naquela noite péssima não podemos sobrecarregar a culpa da derrota em ninguém, até o cauteloso Roger fez faltas bobas e foi expulso. E antes de jogar com um a menos, o Cruzeiro já estava desligado e só tomou os gols quando esse número de jogadores igualou, ou seja, o meio campista Roger não leva total culpa.

A melhor forma de analisarmos essa desclassificação imprevisível é apontar os erros de cada um. Melhor dizendo, apontar os erros dos jogadores que entraram, do técnico que escalou e deixar de fora três jogadores, que para mim, no meio de onze em campo, foram os únicos que vestiram o manto celeste com fervor: Fábio, Victorino e Gilberto. O resto até tentou algo, mas definitivamente, não era a noite deles, e consequentemente e infelizmente, nem à noite a do Cruzeiro.

Fiz essa resenha para o jogo de quarta e posso muito bem deixa-la para o jogo de hoje. O Cruzeiro não mudou sua forma de jogar, continuou sem raça e deixou um time bem inferior levar a melhor. Mais uma vez para mim poucos jogadores foram bem. Permaneço com os três já citados e adiciono Wallyson. Realmente não dá pra entender. Como um time pôde esquecer-se de jogar bola tão rapidamente?

Começando pela escalação temos:

Gil: Aquele estilo zagueiro “pesado” e dessa vez, não foi diferente. Quando ele entrou no Cruzeiro, ao decorrer dos jogos, achei-o péssimo, depois foi melhorando, e com a entrada de Victorino – que cobre a zaga sozinho – Gil passou despercebido, porém neste jogo de Libertadores, mostrou como faz falta jogar com dois zagueiros verdadeiros, mestres. Mineiro: apesar da raça demonstrada não oculta a fraca marcação.

Pablo: Mostrou como é incipiente e como um jogo decisivo de Libertadores pode pesar. Errou passes, deixou um buraco, não cobria, não marcava e a maioria das jogadas do time adversário passou por seu lado. Mineiro: a mesma coisa.

Marquinhos Paraná: Caiu muito de produção, está lento, parece que, infelizmente, já se foi sua vez no Cruzeiro. Volante que não consegue mais acompanhar, não dá mais.

Henrique: Nunca gosto de dizer isso, aliás, sempre quando dizem para mim, nunca concordo. Acho que é desculpa para justificar o atual desempenho, mas tenho que admitir, desde que foi convocado para a seleção brasileira, o nosso volante não foi mais o mesmo. Não marca direito, erra passes bobos e apesar da garra demonstrada em campo – por ter jogado machucado – ia ajudar ainda mais, se tivesse saído. Mineiro: começou bem, mas continuou errando lances infantis.

Montillo: Pouco produziu, mas também, não tinha base pra isso. E ninguém joga sozinho, ninguém, por melhor que seja. Mineiro: Pecou hoje em um lance bobo que levou a expulsão.

Roger: Estava estranho, como o time do Cruzeiro, desligado. Errava lances fáceis e para recuperar, saía dando carrinho em todo mundo. Inacreditável. Mineiro: Não jogou hoje por birra do Cuca. Por burrice do Cuca. Lastimável.

Farías: Tentou ser pivô, mas dessa vez não conseguiu. Os zagueiros colombianos eram mais fortes. Mineiro: nem jogou.

Ortigoza: Se movimentou, tentou, mas jogar sozinho dificulta. Mineiro: Jogou, mas antes não tivesse jogado. Tentou marcar, acabou fazendo falta e não fez nenhum lance de perigo de gol.

Substituições:

Everton: Entrou logo a expulsão de Roger. Ajudou um pouco, mas não marcou devidamente. Fica a parcela por ter perdido um “gol feito” nos minutos finais. Mineiro: Mostrou como não pode ser lateral, como Pablo deixou os espaços livres.

André Dias: Nem viu a cor da bola.  Mineiro: não jogou.

Dudu: Deu mais velocidade, fez boas jogadas, mas já não restava tempo. Mineiro: Como quarta, entrou tarde demais.

Técnico Cuca: Errou após a expulsão de Roger em não colocar Leandro Guerreiro no meio-de-campo, tirando o atacante Farias, levando o Marquinhos Paraná a lateral e adiantando Montillo. Ao invés disso, colocou Everton na lateral, levou Gilberto ao meio-de-campo e adiantou Montillo.

O técnico estava ganhando por 2 a 0 (placar feito fora de casa), me diz pra quê continuar com um time dinâmico? Tinha que ter fechado o meio-de-campo. Mas tudo bem, o Cuca sempre faz essas duas opções, a qual eu falei ou a qual ele fez. Ele não entra em campo, não joga, só escala. Mineiro: Tem um elenco superior ao adversário e não soube usar isso. Viu como todos, o quanto a lateral do Cruzeiro é frágil e custou a mudar isso. Não soube acertar o meio-de-campo do time. E por birra deixou o talentoso Roger fora do jogo.

Apontei os erros de cada representante celeste, e pelo relatado, fica fácil entender o porquê da derrota. O porquê da derrota de quarta-feira e a de hoje. E o mais engraçado é o que texto é de pós-quarta e não mudei quase nada dele, só acrescentei. Desse jeito, o Cruzeiro não irá tão longe esse ano. Cadê o futebol do “Barça da América”?

Roberta

Não menospreze, nem nos venere…

Assim vejo o Cruzeiro de 2011.

Os críticos do Cruzeiro dizem que o time até agora só bateu em cachorro morto e ainda não fez nada de demais. Concordo em partes, quer dizer… apenas na parte do “fez nada de demais”, que o “demais” pra mim será apenas com o título.

Dizem que o Estudiantes é nada, derrotá-lo com o atual elenco com o Verón velho é mais fácil que ganhar do Prudente. “Golear é golpe de sorte.”

Pois bem, estou com o Rica Perrone, qual time grande do Brasil pegou adversários teoricamente fáceis? Qual deles jogou tanto quanto o Cruzeiro?

É sim um time a elogiar, acima da média dos demais até agora.

Um exemplo disso é o Corinthians: está nas semifinais do campeonato estadual mais disputado do Brasil, mas foi eliminado pelo Tolima na Libertadores, time o qual o Cruzeiro goleou por 6×1.

É cachorro morto sim, mas por que o outro também não ganhou?

Para diminuir a campanha do Cruzeiro dizem que o único time “grande” que enfrentou, acabou saindo derrotado. E tenho que completar: “ainda bem” que foi derrotado.

Após aquela derrota, a grande equipe e esquema tático que agora é comentada foi formada. Basta só analisar a equipe daquele jogo:

Fábio; Pablo, Léo (Edcarlos) , Gil e Diego Renan (Wallyson); Leandro Guerreiro, Henrique, Gilberto (Roger) e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista

E a que foi no jogo seguinte contra o Estudiantes:

Fábio; Pablo, Victorino, Gil e Gilberto (Diego Renan); Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Dudu) e Montillo; Wallyson e Wellington Paulista (Thiago Ribeiro)

Contra o galo, Roger não foi titular, Gilberto ainda estava no meio deixando a lateral para Diego Renan, Victorino ainda não havia estreado e Wallyson ainda era reserva. Precisa falar o porquê do “ainda bem” que teve aquela derrota?

Mas também não quero que esse Cruzeiro seja venerado.

Uma equipe só ganha o devido reconhecimento após conquistar o título. Não quero me lembrar dessa equipe apenas como “aquela boa de 2011”, mas sim como “aquela equipe campeã de 2011”.

O Cruzeiro não jogou o esperado contra o Once Caldas, muitos disseram que já havia perdido o gás. Mas pode acontecer, uai!!! Além do mais, uma vitória fora de casa na Libertadores nunca é ruim.

Futebol é assim: um dia podemos ter o Montillo mal, Fábio desligado, Victorino lento, Roger chinelinho…  Apesar de não querer isso de forma alguma, isso infelizmente pode acontecer.

Até que aquele jogo foi bom para mostrar à torcida que manter um bom nível durante vários jogos é complicado e a queda de rendimento pode acontecer. É o futebol, minha gente!

Não coloquem a faixa de campeão antes da hora, nem joguem a toalha dizendo que não dá.  Não há vitoriosos, nem os derrotados antes da hora. Esperem cada jogo acontecer… pois esse esporte se chama futebol.

Luciana

Orgulho [x10]

Isso se resume ao sentimento do cruzeirense nesse fim de semana de 23 e 24 de abril de 2011: ORGULHO!

Contando que a minha vó tinha a idade do Cruzeiro Esporte Clube, tenho o sangue legitimamente azul e que orgulho tenho disso!

Sábado o Cruzeiro enfrentou o América de Teófilo Otoni, e aplicou uma sonora e magnífica goleada digna de páscoa: 8 a 1.

Sei que isso não garante um título, apenas faz chegar à final. Mas que orgulho!

Orgulho de ver um argentino honrar uma camisa 10 que um dia foi de Dirceu Lopes e Alex com uma magnitude digna de campeão. Joga muito!

Um time que sabe jogar em equipe, que entrega a bola na batida de pênalti para o outro companheiro bater, um que luta, que busca fazer história, onde jogadores saem da reserva e fazem grandes jogos e sobretudo honram uma nação inteira que admira um cruzeiro do sul estampado no peito.

E nem podem falar que é uma goleada atípica, pois todos que acompanham o Cruzeiro de Cuca sabem que não é.

Finalmente o time esta sabendo assimilar derrotas para garantir vitórias.

Começou com o Corinthians ano passado e esse ano com a derrota contra o rival regional. Ali se viu que tinha que mudar, jogar para ganhar, feijão com arroz não garantiria a vitória. Então o Cruzeiro começou, além de jogar para ganhar, dar show em campo.

Logo contra quem era o jogo seguinte? Um algoz de um título internacional. Ganhar era necessário, golear era só a cereja do bolo. E a festa foi completa.

E continuou assim contra pequenos, gigantes, reconhecidos e desconhecidos. Não podemos afirmar que seremos campeões, que, como diria os sábios (=P), cada jogo é um jogo. Mas que orgulho desse meu Cruzeiro!

E nesse domingo, outra página heróica imortal foi escrita. A equipe do Sada, que há dois anos leva no peito também essas cinco estrelas, foi vice campeã da superliga de vôlei. E que orgulho isso me deu!

O Cruzeiro soube investir em outro esporte e junto a nossa torcida abraçou a causa, ir ao mineirinho e ver 18 mil pessoas cantando músicas de campo para quadra e com a mesma vontade, não há preço que pague!

Eu sou uma apaixonada declarada por esportes, ver o incentivo e o exemplo que o Cruzeiro deu só me traz mais orgulho ainda.

Em dois anos na competição, a parceria Sada Cruzeiro ficou em 4ª e em 2º lugar na Superliga, principal competição do esporte no país que possui o melhor vôlei do mundo. É ou não é pra ter orgulho?

Quem dera se todos os outros clubes de futebol soubessem a grandeza que isso representa e também dessem esse exemplo de incentivo ao esporte…

Mas isso ainda é privilégio para poucos. Graças a Deus que sou cruzeirense.

E que continue me dando esse orgulho, ein! =D

[O título “Orgulho [x10]” foi apenas pra dizer o número de vezes que a palavra apareceu no texto =P]

LA’11 Cruzeiro 3 x 0 Estudiantes

E o Cruzeiro fez bailar um “forró” na Argentina!

O Cruzeiro enfrentou essa noite o Estudiantes com a tarefa de assegurar a melhor campanha na primeira fase da Libertadores e assim cumpriu a tarefa.

A esquadra celeste jogou certinho, marcando muito bem e não deixando espaços para o time argentino. A equipe tentava ir ao jogo com trocas de passes rápidos, mesmo o estado do gramado mal possibilitando a bola rolar “redonda”.

O Estudiantes pressionou logo de inicio, mas como toda grande equipe começa com um grande goleiro, lá estava Fábio.

O Cruzeiro conseguiu abrir o placar logo no inicio do jogo com Thiago Ribeiro, sufocando a equipe argentina. Restou administrar e ampliar o placar.

Destaque positivo nesse jogo para Leandro Guerreiro e Wallyson. O Guerreiro fez a sua primeira partida boa com a camisa celeste e Wallyson, mais uma vez, foi bem, dando assistência para um gol e marcando outro.

Pablo também fez uma bela partida, marcando como nunca a sua lateral, com tanta vontade que lhe rendeu um cartão amarelo, mas vontade ele tinha muita.

Cuca optou por escalar o time com 3 volantes, devido a ausência de Montillo, dando maior liberdade para Gilberto chegar a frente.

Everton e Farias entraram bem na etapa complementar, sendo que o primeiro deu assistência ainda para Gilberto em seu gol.

Então ta anotado: Cruzeiro 8 x 0 Estudiantes de La Plata na Libertadores em 2011!

O Cruzeiro mostrou, mais uma vez, que tem time. E mesmo sem Montillo, ainda não perde a classe do seu futebol.

LA’11 Cruzeiro 2 x 0 Guaraní-PAR

Jogo chato!

Se posso definir o jogo do Cruzeiro contra o Guarani em uma só palavra, definiria como chato. Quem esperou ver um grande jogo, de belas jogadas, do melhor time brasileiro na Libertadores, não encontrou nada  mais do que alguns poucos bons lances e muita, mas muita má vontade.

O time paraguaio pedia simplesmente pra tomar gol. Estava totalmente perdido em sua marcação, abria espaço e facilitava cada vez mais a meta para a equipe celeste. Mas o Cruzeiro nem se importava com isso. Eram lances desastrosos, erros de passes grotescos para ambos os lados. Nem parecia Libertadores. Particularmente falando, foi o pior jogo do Cruzeiro neste ano, ganhou até de alguns do Campeonato Mineiro, nunca vi tanta indolência num jogo só.

Apesar de todos os pesares, o Cruzeiro nunca deixou de ser o mesmo, e mesmo com um jogo feio, e chato de se ver, abriu o placar no primeiro tempo com uma bela jogada de Roger, que passou nos pés de Wallyson, Montillo, finalizando com Thiago Ribeiro.

No segundo tempo, com as mudanças de quase sempre, o time brasileiro foi levando o jogo na “maciota”, só nos toques de bola, como no primeiro tempo, sem nenhuma vontade. Contou com a sorte, e com a incompetência do time adversário, que mesmo com toda falta de disposição da equipe celeste, só trouxe perigo de gol três vezes.

Faltando poucos minutos para o término do jogo, Ortigoza entrou e marcou o seu. Mais uma vez, destaque para ele, que mostrou que tem aproveitado bem as oportunidades, do jeito que a torcida gosta. Também não podia deixar de ressaltar, é claro, toda ruindade do Wellington Paulista. Quem é o louco que ainda acha que aquele cara serve para o Cruzeiro? E não venha com esses papos de “ele serve para segurar marcação”, então coloca outro jogador para segurar, até um cone segura melhor. Ah! Estou mais aliviada.

O Cruzeiro lidera o grupo com 13 pontos, e encara o seu próximo adversário na Argentina, no dia 13 de abril, contra o Estudiantes. Esse sim, com certeza, será um jogão!

Roberta