Quem precisa aprender com o empate contra o Guarani?

Goleiro Leandro | Foto: Juarez Rodriguez – EM Para início de temporada, sou muito mais um jogo como foi o empate contra o Guarani do que a vitória contra o América-TO.

Ontem o Guarani encarou o Cruzeiro sabendo da inferioridade técnica, então se encaixaram no tático. Todos defendiam e marcavam durante o ataque do Cruzeiro, mas quando pegavam a bola, TODOS se reposicionavam para o ataque e tinham postura pra atacar. Barravam na defesa do Cruzeiro e ponto.

(Goleiro Leandro | Foto: Juarez Rodriguez – EM)

Esse é o futebol. Não achei vexame nenhum e não vi falta de vontade mesmo! Todos correram e lutaram, tendo dificuldades que o galinho e o América-TO não colocaram contra o Cruzeiro.

Quando estavam na defesa, todos ficavam atrás da linha da bola e de um a três jogadores iam combater um celeste. Bastava um jogador do Guarani pegar a bola que todos abriam o jogo com rapidez, já em busca do gol. Méritos do técnico e da obediência tática do Guarani. Mas aí então entrava em ação a marcação celeste, que não os deixavam passar. Méritos do pessoal do meio e lá de trás (ai pra mim se destacaram Nilton e os zagueiros – inclusive o Paulão, que a cada hora estava em um canto do campo).

O Cruzeiro não ganhou porque o Guarani não deixou, principalmente o goleiro Leandro que fechou o gol. Futebol é assim. Mas e se a bola entrasse naquela cabeçada do Diego Souza? Ele seria “soneca” e “apático”, além do que seria “vexame” pelo empate contra o Guarani?

Agora é tirar proveito do jogo de ontem e arrumar o que tem que arrumar. Talvez reposicionar o ataque, deixar que o pessoal do meio pense um pouco mais pra planejar as jogadas (fiquem menos afobados) e fazer uma oração para que o próximo goleiro não jogue tão bem quanto o Leandro jogou.

Mas além de aprender “o que o Cruzeiro precisa”, tivemos outra lição nessa noite.

É óbvio, mas vamos à verdade: futebol se joga com dois times, ta-dá! Sim, é verdade! Da mesma forma que um quer ganhar, o outro também. Esse é o futebol! (Eu disse que era óbvio.. mas sério que tem gente que esquece!)

Ontem tivemos futebol. Aquele que vive no Brasil de Friedenreich aos Ronaldos. Torcida, campo, campeonato…

Foto: Lucas Bois

Foto: Lucas Bois

Foto: Lucas Bois

Tem dia que se perde, tem dia que se ganha, mas é assim mesmo… as vezes até rola um empate. Isso não é conformar, mas é reconhecer. São 22 em campo e dois gols, metade pra lá e metade pra cá… e por trás muita comissão técnica e táticas, que vem a habilidade, o dom e por ai vai.

Talvez a internet tenha acabado com a percepção nos jogos. Talvez, quando olhavamos pro Twitter ou pro Facebook, perdemos as divididas que o Everton Ribeiro deu, as defesas do Leandro, a troca de passes e bela jogada do Everton com o Dagoberto, a vontade do Guarani, as bolas que o Paulão conseguia se antecipar, o passe de letra que o Guerreiro deu, a briga do Diego Souza para se entrosar e as jogadas individuais que a necessidade por sair da marcação exigia…

Talvez as pessoas se preocupem mais em divulgar sua opinião do que de fato saber opinar. Não… não os condeno, até faço isso ás vezes, peço desculpas por tal. Mas aprendemos que a análise de um jogo não deve ser feita durante o tempo que digitamos 140 caracteres ou vendo apenas os melhores momentos.

É futebol, né?!

@LucianaBois

Anúncios

Cruzeiro, como acreditar em uma reação?

Não dá mais. Enchi a bola do time o quanto que dava, esperei, não pedi a cabeça de ninguém enquanto dava também.

Mas agora não dá mais.

Eu nunca desistirei do Cruzeiro. Sua história tem muitas paginas heróicas que nunca vão deixar que essa minha paixão acabe.

Mas têm que ser feito algo logo.

Não é questão de Zezés, Cucas ou Paranás largarem o osso mais, mas é alguém querer e saber usar bem esse osso. Pode ser José, Patrícia, Antônio, Walter, Adilson qualquer pessoas que tenha RG no mundo, mas que saiba fazer esse time ser o Cruzeiro de verdade.

Isso nem é questão de ser imediata, mas de ser “pra ontem”.

Já começo a imaginar que a Libertadores e o vice do ano passado foi tudo obra do acaso.

Foram 8 jogos desde a decadência, com uma vitória, quatro derrotas e três empates. Como vou acreditar em uma reação se a cada ponto perdido vem um discurso que precisa mudar, mas de fato, nada muda?

Isso não é questão mais de falta de sorte. Nenhuma “falta de sorte” no mundo é tanta que suporte 8 jogos ruins… Sim, a competência está em cheque há muito tempo.

Só queria que o Cruzeiro voltasse a jogar bola, fazer o que (acho que) sabiam. Se pra isso é necessário que mexam em qualquer estrutura que for, que contratem, troquem, joguem, QUEIRAM. Já não temos mais tempo – e pontos – a perder.

Mas e ai Cruzeiro, vai fazer nada? Podemos acreditar numa reação de verdade?

Luciana

A estranha “sina de ser bom”

Esse é o Cruzeiro de Cuca. Sofre de uma “sina”, que para muitos seria um alívio, mas para o time celeste é um grande peso.

Aquele time que humilhou na Libertadores foi muito bom enquanto durou, mas agora a “liga” esta defeituoso. Pode ser por fase ruim de algum jogador principal, competições diferentes, desânimo pela desclassificação na competição continental ou qualquer coisa que seja, mas a questão é que tem que mudar a postura.

Não podemos apenas acreditar que somos bons, mas jogar para mostrar que somos bons.

O Cruzeiro não se ligou que mesmo sendo bom, esses são ainda mais observados, estudados e que devem inovar. Não tem dessa que um time possui um padrão e que não precise treinar. Os bons são incansáveis e devem trabalhar para ser cada dia melhores.

Essa coisa de lamentar ter jogador na seleção, calendário corrido, falta de estádio na cidade tem que ser superada logo. Já repararam que isso continua sendo conseqüência por sermos bons?

Desde os primórdios do futebol desse planeta bola, apenas os melhores são selecionáveis para uma Seleção do seu país. Quer continuar sendo bom? Então tenha um elenco para agüentar o tranco, que os bons não são constituídos de apenas 11 em campo, mas de um elenco que agüente.

Essa outra coisa de usar o calendário como desculpa já não desce mais pela garganta. Apesar desse argumento ter sido mais característicos aos anos anteriores (por questões óbvias), saibam que só os melhores que sobrevivem para as fases seguintes em competições paralelas. Não queria jogar as duas juntas porque o jogador não agüenta? Uê… peça pra sair! Desde os primórdios também sempre foi assim, mas não evitou que a melhor equipe fosse campeã.

Ser bom ou ser o melhor?

O Cuca é marcado por conseguir montar boas equipes, mas sempre bater na trave por demissões em grandes campanhas ou por “vices”. O nosso técnico tem que saber se manter bem e vejo como erro maior ainda ele não tentar ser o melhor.

Vi por ai que ele disse que o time que iria entrar em campo contra o Fluminense não precisava de treinamento, pois já tinha um padrão. Mas depois de 5 jogos que o padrão não dava certo, a resposta era ficar sentado esperando o padrão acordar da ressaca?

Mas ainda não está tudo perdido. Se pensarmos friamente, o Cruzeiro já foi por muito tempo freguês do Fluminense, como ano passado também perdeu para o time carioca no Rio. Perdemos para o Palmeiras também em casa nos anos de 2008 e 2009, e ainda conseguimos classificação para a Libertadores nesses mesmos campeonatos. E para o Figueirense… o Cruzeiro sempre perde pra time pequeno mesmo. O ano pode ser bom ainda como nos anos anteriores.

Mas essa “sina de ser bom” deveria ser sinônimo de “querer ser o melhor”. Há uma barreira pequena, mas muito resistente que separa os dois grupos e vejo que o Cruzeiro não insiste para que ela seja superada, infelizmente.

Luciana

Br’11 Cruzeiro 0 x 1 Figueirense

Mais um jogo que tudo deu errado

Ahhhh Cruzeiro!

Que jogo foi esse?

Pesou ser considerado favorito? Pesou jogar contra time pequeno?

Acostume! Vai ter que ganhar ou ao menos jogar para ganhar de qualquer forma, uê!

Hoje não têm como defender ninguém, todo mundo errou. Erraram jogadas fáceis, passes bobos, finalizações, posicionamento, substituições… O árbitro errou sendo caseiro por demais, mas a equipe cruzeirense errou (bem) mais ainda.

Cuca levou ao campo o time esperado, sem Victorino, com Paraná e Gilberto nas laterais. Léo não comprometeu e teve até menos lances bizarros que os outros, assim como Gil também não comprometeu.

Hoje o meio campo jogou mal demais! Roger, Montillo, Henrique, Guerreiro, Dudu… resumindo, todos jogaram muito mal! Paraná na lateral também! Mesmo assim, não achei certo tirar o Montillo. Ele pode ser decisivo em apenas um lance. E acho que o Roger deveria sair no intervalo, não ter esperado gol adversário pra colocar o Dudu em campo.

Em um lance de erro nosso, garantimos para eles um gol e três pontos.

Não quero saber dessa história de lamentar que por dois pontos de diferença perdeu um título no fim do ano, lamentem agora! Tenham raiva agora e usem essa raiva para garantir todos os pontos possíveis agora, que depois do último apito final não vai adiantar em nada.

Vale muito os puxões de orelha e as exigências agora.

Corram atrás! Isso não é uma tempestade em copo d’água já que temos mais 37 rodadas pela frente, mas é para que acordem e não deixem escapar mais pontos por erros coletivos!

Mais uma vez eu digo, temos um grupo bom, mas façam por onde pelas vitórias, por favor!

Luciana

Cruzeiro Campeão – nome e sobrenome!

Campeão – Muito mais importante do que competir é vencer. Essa é a lição número 1 dos campeões. Eles são ambiciosos, perfeccionistas e lutam, obstinadamente, pela vitória. Mesmo os que não são favoritos sentem-se frustrados quando perdem.

Tostão

Somos campeões caramba! Acreditar nunca é demais!

Eu confiava nesse time, continuei confiando, graças a Deus somos campeões do campeonato estadual!

Agora vamos continuar com essa garra de guerreiros, somos campeões e temos que continuar com esse espírito! Temos uma grande equipe, somos fortes e encaixando os laterais, que venha o Campeonato Brasileiro!

Zeeeeeeeeeeeeeeeroooooooooooooooooooooooooooooooooo!

Depois escrevo direito sobre o jogo, mas pra começar: foi tenso, mas foi guerreiro!

Pronto, chegou o depois.

Euforia passou (um pouquinho). Vamos ao jogo…

O Cruzeiro se manteve superior nos dois tempos, mas o que não significou bola na rede no primeiro tempo. O esquema que Cuca montou, mesmo não tendo Montillo funcionou.

Leandro Guerreiro entrou bem, jogou bem. Mas um erro dele foi quase fatal, por isso não digo que foi tão destaque assim, mas de longe foi o melhor jogo que fez com a camisa celeste.

Gil foi um baita zagueiro em campo, sem medo de dividir (bem) as bolas, desarmou Mancine e Magno Alves com facilidade e algumas vezes desarmou Patrick também, que se atrevia a tentar repetir um gol na meta celeste.

O ataque celeste, com Wallyson e Thiago Ribeiro, trouxe de volta para o Cruzeiro a movimentação do time que encantou a todos nesse inicio de ano. Apesar de ter ficado sumido em campo, Wallyson apareceu na hora certa e no momento certo (como esta acostumando) no segundo tempo e marcou para a equipe celeste.

Fábio agarrou esse título para o Cruzeiro quando se agigantou – mais ainda – pra cima do Magno Alves. Precisa de explicar o porquê temos o melhor goleiro do Brasil em atividade?

Victorino jogou muito bem também, monstro na zaga! Roger e Gilberto – com um belo gol de falta também pra fechar o título – mostraram que nem briguinha por vaga em time tira uma garra por vitória. Os dois jogaram bem demais, com um entrosamento espetacular.

Ainda precisamos de reforços nas laterais. Quero ver como o Vítor vai se comportar, mas “vamos aguardar”.

Mas muito obrigada Cruzeiro por hoje ter sido guerreiro e ter jogado com alma!

E eu deixo claro – mais uma vez – que confio nesse time. Com o psicológico em alta agora, só continuar com o espírito de campeão, que o “ser” campeão vem com o tempo!

Simbora Cruzeiro!

Luciana

A culpa foi de todos – apontando os erros, um por um

Quarta foi desastroso, horrível. Um time irreconhecível entrou em campo. Pensávamos que fosse o time considerado o Barcelona da América e o melhor colocado no grupo geral da Libertadores. Só pensávamos. Enganamos.

O Cruzeiro encarou o Once Caldas no pior jeito, bem apático. O meio-de-campo errava lances bobos, passes mínimos e nada produzia. O ataque sem os seus dois atacantes velocistas nada pôde fazer e a zaga, coitada, que há partidas só joga com um zagueiro totalmente eficiente, o chefão Victorino, ficou perdida e sofreu dois gols.

Naquela noite péssima não podemos sobrecarregar a culpa da derrota em ninguém, até o cauteloso Roger fez faltas bobas e foi expulso. E antes de jogar com um a menos, o Cruzeiro já estava desligado e só tomou os gols quando esse número de jogadores igualou, ou seja, o meio campista Roger não leva total culpa.

A melhor forma de analisarmos essa desclassificação imprevisível é apontar os erros de cada um. Melhor dizendo, apontar os erros dos jogadores que entraram, do técnico que escalou e deixar de fora três jogadores, que para mim, no meio de onze em campo, foram os únicos que vestiram o manto celeste com fervor: Fábio, Victorino e Gilberto. O resto até tentou algo, mas definitivamente, não era a noite deles, e consequentemente e infelizmente, nem à noite a do Cruzeiro.

Fiz essa resenha para o jogo de quarta e posso muito bem deixa-la para o jogo de hoje. O Cruzeiro não mudou sua forma de jogar, continuou sem raça e deixou um time bem inferior levar a melhor. Mais uma vez para mim poucos jogadores foram bem. Permaneço com os três já citados e adiciono Wallyson. Realmente não dá pra entender. Como um time pôde esquecer-se de jogar bola tão rapidamente?

Começando pela escalação temos:

Gil: Aquele estilo zagueiro “pesado” e dessa vez, não foi diferente. Quando ele entrou no Cruzeiro, ao decorrer dos jogos, achei-o péssimo, depois foi melhorando, e com a entrada de Victorino – que cobre a zaga sozinho – Gil passou despercebido, porém neste jogo de Libertadores, mostrou como faz falta jogar com dois zagueiros verdadeiros, mestres. Mineiro: apesar da raça demonstrada não oculta a fraca marcação.

Pablo: Mostrou como é incipiente e como um jogo decisivo de Libertadores pode pesar. Errou passes, deixou um buraco, não cobria, não marcava e a maioria das jogadas do time adversário passou por seu lado. Mineiro: a mesma coisa.

Marquinhos Paraná: Caiu muito de produção, está lento, parece que, infelizmente, já se foi sua vez no Cruzeiro. Volante que não consegue mais acompanhar, não dá mais.

Henrique: Nunca gosto de dizer isso, aliás, sempre quando dizem para mim, nunca concordo. Acho que é desculpa para justificar o atual desempenho, mas tenho que admitir, desde que foi convocado para a seleção brasileira, o nosso volante não foi mais o mesmo. Não marca direito, erra passes bobos e apesar da garra demonstrada em campo – por ter jogado machucado – ia ajudar ainda mais, se tivesse saído. Mineiro: começou bem, mas continuou errando lances infantis.

Montillo: Pouco produziu, mas também, não tinha base pra isso. E ninguém joga sozinho, ninguém, por melhor que seja. Mineiro: Pecou hoje em um lance bobo que levou a expulsão.

Roger: Estava estranho, como o time do Cruzeiro, desligado. Errava lances fáceis e para recuperar, saía dando carrinho em todo mundo. Inacreditável. Mineiro: Não jogou hoje por birra do Cuca. Por burrice do Cuca. Lastimável.

Farías: Tentou ser pivô, mas dessa vez não conseguiu. Os zagueiros colombianos eram mais fortes. Mineiro: nem jogou.

Ortigoza: Se movimentou, tentou, mas jogar sozinho dificulta. Mineiro: Jogou, mas antes não tivesse jogado. Tentou marcar, acabou fazendo falta e não fez nenhum lance de perigo de gol.

Substituições:

Everton: Entrou logo a expulsão de Roger. Ajudou um pouco, mas não marcou devidamente. Fica a parcela por ter perdido um “gol feito” nos minutos finais. Mineiro: Mostrou como não pode ser lateral, como Pablo deixou os espaços livres.

André Dias: Nem viu a cor da bola.  Mineiro: não jogou.

Dudu: Deu mais velocidade, fez boas jogadas, mas já não restava tempo. Mineiro: Como quarta, entrou tarde demais.

Técnico Cuca: Errou após a expulsão de Roger em não colocar Leandro Guerreiro no meio-de-campo, tirando o atacante Farias, levando o Marquinhos Paraná a lateral e adiantando Montillo. Ao invés disso, colocou Everton na lateral, levou Gilberto ao meio-de-campo e adiantou Montillo.

O técnico estava ganhando por 2 a 0 (placar feito fora de casa), me diz pra quê continuar com um time dinâmico? Tinha que ter fechado o meio-de-campo. Mas tudo bem, o Cuca sempre faz essas duas opções, a qual eu falei ou a qual ele fez. Ele não entra em campo, não joga, só escala. Mineiro: Tem um elenco superior ao adversário e não soube usar isso. Viu como todos, o quanto a lateral do Cruzeiro é frágil e custou a mudar isso. Não soube acertar o meio-de-campo do time. E por birra deixou o talentoso Roger fora do jogo.

Apontei os erros de cada representante celeste, e pelo relatado, fica fácil entender o porquê da derrota. O porquê da derrota de quarta-feira e a de hoje. E o mais engraçado é o que texto é de pós-quarta e não mudei quase nada dele, só acrescentei. Desse jeito, o Cruzeiro não irá tão longe esse ano. Cadê o futebol do “Barça da América”?

Roberta

Orgulho [x10]

Isso se resume ao sentimento do cruzeirense nesse fim de semana de 23 e 24 de abril de 2011: ORGULHO!

Contando que a minha vó tinha a idade do Cruzeiro Esporte Clube, tenho o sangue legitimamente azul e que orgulho tenho disso!

Sábado o Cruzeiro enfrentou o América de Teófilo Otoni, e aplicou uma sonora e magnífica goleada digna de páscoa: 8 a 1.

Sei que isso não garante um título, apenas faz chegar à final. Mas que orgulho!

Orgulho de ver um argentino honrar uma camisa 10 que um dia foi de Dirceu Lopes e Alex com uma magnitude digna de campeão. Joga muito!

Um time que sabe jogar em equipe, que entrega a bola na batida de pênalti para o outro companheiro bater, um que luta, que busca fazer história, onde jogadores saem da reserva e fazem grandes jogos e sobretudo honram uma nação inteira que admira um cruzeiro do sul estampado no peito.

E nem podem falar que é uma goleada atípica, pois todos que acompanham o Cruzeiro de Cuca sabem que não é.

Finalmente o time esta sabendo assimilar derrotas para garantir vitórias.

Começou com o Corinthians ano passado e esse ano com a derrota contra o rival regional. Ali se viu que tinha que mudar, jogar para ganhar, feijão com arroz não garantiria a vitória. Então o Cruzeiro começou, além de jogar para ganhar, dar show em campo.

Logo contra quem era o jogo seguinte? Um algoz de um título internacional. Ganhar era necessário, golear era só a cereja do bolo. E a festa foi completa.

E continuou assim contra pequenos, gigantes, reconhecidos e desconhecidos. Não podemos afirmar que seremos campeões, que, como diria os sábios (=P), cada jogo é um jogo. Mas que orgulho desse meu Cruzeiro!

E nesse domingo, outra página heróica imortal foi escrita. A equipe do Sada, que há dois anos leva no peito também essas cinco estrelas, foi vice campeã da superliga de vôlei. E que orgulho isso me deu!

O Cruzeiro soube investir em outro esporte e junto a nossa torcida abraçou a causa, ir ao mineirinho e ver 18 mil pessoas cantando músicas de campo para quadra e com a mesma vontade, não há preço que pague!

Eu sou uma apaixonada declarada por esportes, ver o incentivo e o exemplo que o Cruzeiro deu só me traz mais orgulho ainda.

Em dois anos na competição, a parceria Sada Cruzeiro ficou em 4ª e em 2º lugar na Superliga, principal competição do esporte no país que possui o melhor vôlei do mundo. É ou não é pra ter orgulho?

Quem dera se todos os outros clubes de futebol soubessem a grandeza que isso representa e também dessem esse exemplo de incentivo ao esporte…

Mas isso ainda é privilégio para poucos. Graças a Deus que sou cruzeirense.

E que continue me dando esse orgulho, ein! =D

[O título “Orgulho [x10]” foi apenas pra dizer o número de vezes que a palavra apareceu no texto =P]