Clássico, final… só peço uma coisa!

Já que falei tanto nos últimos dias sobre o livro “Trocando os pés pelas mão – O futebol e a vida nas crônicas de Tostão” (YOSHIOKA, Gílson; Ed. Maquinária) quis usar também esse livro para o clássico de hoje.

No livro, há uma entrevista fictícia em que Tostão pergunta à Nelson Rodrigues sobre a decisão de um clássico:

– Quem vai decidir a partida? – prosseguiu.

– O Sobrenatural de Almeida e a alma. Os idiotas da objetividade e os entendidos não vão além dos fatos concretos. O entendido só não se torna abominável porque o ridículo o salva. Não percebem que o mistério pertence ao futebol. Não há clássico sem um mínimo de fantástico. Até a mais sórdida pelada é uma complexidade shakespeariana. E sem alma não se chupa um chicabom. A alma é tudo, o resto é paisagem.

E um dicionário de contexto e reflexões do cronista no livro, quis selecionar esse:

Guerreiro – Ser guerreiro não significa trombar nem guerrear com os adversários. Ser guerreiro é não se esconder do jogo, crescer nas adversidades e transpirar bastante pelo corpo e pela alma.

Que o Cruzeiro tenha ambição pela vitória, joguem com alma, garra e que sejam guerreiros. No resto, tudo pode acontecer. Mas que busquemos a vitória.

Só peço isso e nada mais.

Simbora Cruzeiro!

Luciana

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