Falta hombridade!

Não precisamos de mocinhos, mas de homens.

Essa é a minha conclusão após ver o documentário “Senna – o brasileiro, o herói, o campeão”. Não quero de nenhuma maneira comparar – seria uma missão impossível – quem foi o nosso tricampeão mundial com os atuais jogadores, dirigentes, jornalista ou envolvidos com o Cruzeiro.

A questão não é ser bom, ter bom visual e belos discursos, mas ser homem. Não com o significado de ser do sexo masculino, mas a questão de ter seus ideais, ideias e saber seguir adiante com isso exposto aos olhos de todos e submetidos às consequências. Uma questão de hombridade e responsabilidade.

Ayrton foi derrotado de uma maneira estranha em 1989. Ele não se entregou, não deu o braço a torcer, mas ainda assim sofreu com as consequências. Um dos fatos mais raros no mundo futebolístico, já que pensam que devem ser mocinhos,  coitadinhos da situação e que devem ser dignos de pena por muitos saírem de uma comunidade pobre ou que necessite de mais uns agradinhos.

Mas no ano seguinte, Senna deu o troco. Chegou na corrida decisiva e teve uma coragem que poucos teriam quando se deparou com uma adversidade imposta a ele, mas garantiu logo na primeira curva seu título mostrando que não permitiria ser passado pra trás.

Mas o que tem o Cruzeiro nisso? Nada. Justamente esse “nada” que assusta.

No ano de 2010 ficamos fulos, gritamos, abandonamos o campo e brigamos porque vimos no Pacaembu falhas da arbitragem tão descaradas que em pontos corridos fariam muita diferença. Foram menos três pontos em uma noite e menos dois pontos ao final do campeonato em relação ao campeão.

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

E em 2011, o ano seguinte? Nada. Ficou na mesma, quer dizer, piorou muito! E no início de 2012? Além de contratações contestáveis, o jogador com melhor qualidade técnica diz que gostaria de ir para aquele mesmo time do Pacaembu para melhorar suas condições financeiras e mandam até cartinha pra imprensa reclamando da declaração irônica do presidente em relação aos salários atrasados… Ahhhhhhh!

Por favor! Sejam homens e assumam suas responsabilidades, briguem da maneira correta, mostrem o que são capazes! Profissionais que trabalham com futebol não é só um trabalho, mas deveria ser também um hobby! Pensem só: quantos meninos peladeiros no mundo dariam tudo pra estar onde esses caras estão? E ainda ficam usando cartinha? Tenham hombridade! Alguém tem que encarar a realidade e mostrar internamente o que está errado e fazer com que melhore. Seja técnico, capitão ou presidente.

Será que não possuem um caráter suficiente para decidir as coisas entre eles sem fazer esse circo todo? Será que não reparam esse papel e futebol horrível que estão desempenhando? Falta pulso firme, falta objetivo, falta liderança, falta hombridade!

Ao que parece, existem certos diretores, gerentes de futebol e jogadores que querem ser marcados pelo rótulo de participar e serem responsáveis pelo pior Cruzeiro dos últimos anos. Infelizmente…

 “No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz.” Ayrton Senna

Luciana Bois não teria vergonha dessa situação, já que poderia mudar ou ao menos tentar mudar esse quadro.

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