Crônica de um dia de festa: voltamos à BH!

Minha expectativa pra ir à Arena era grande a semana inteira… Desde quando recebi  o meu novo cartão do sócio, não sei quantas vezes eu lia aquela papelada, entrava no site do sócio e tal. Só pra ver se a hora passava rápido e ver novamente o Cruzeiro em BH, com a torcida dele, de verdade.

Foto: Vipcomm | Eu apareço aí, ein!

Eu fui ao primeiro jogo do Cruzeiro na Arena do Jacaré após o fechamento do Mineirão e esperava que no primeiro jogo no novo Independência também fosse ao menos parecido com aquele contra o Goiás. E realmente quase foi.

Belo Horizonte é especial, a torcida daqui é especial. Essa seria a diferença com a Arena do Jacaré.

Minha carona chegou aqui em casa era 16:50, todos com a expectativa tamanha que não parávamos de falar. E uma das maiores dúvidas era de como chegar até lá. Afinal, era a primeira vez de todos em um grande jogo no Independência. Antes até havíamos ido, mas não se compara ao que é hoje, ao esquema do trânsito, o grande fluxo de pessoas e tal.

Mais ou menos as 17:30 chegamos na Silviano Brandão e fomos subindo a pé a Pitanguy. A rua fechada para o trânsito, mas com um movimento de pessoas acima do normal era motivo de festa. Muitos à porta de suas casas só pra ver o movimento ou lucrar sobre vendas de camisas e cervejas.

O novo independência estava diante de nós. E a nossa volta uma torcida que cantava a todo momento, com uma felicidade até estranha, mas tão boa… só por poder ver o seu time de volta a BH.

A fila estava gigante pra entrar no estádio. Eram dois quarteirões de fila se espremendo para entrar por um portão. Duas filas para aquele mundo de pessoas? Tem que arrumar isso ai! Mas ainda assim era festa e motivo de risos e caras de bestas felizes na fila. Até engraçado, viu!

Quando passei pelo meu cartão na catraca (ahhhh que bom ser sócia) já estava lá, na próxima segunda casa com direito a zelador vip pelos próximos 6 meses.

 O Independência é bonito, algo que não tinha visto igual antes, bem cuidado (valeu zelador!), de bom gosto. Maaas com seus pequenos probleminhas: a cadeira é pequena pra quem é grande (que não é meu caso, mas pro moço que estava ao meu lado), a inclinação não é favorável para ver o campo inteiro e no resto, eu já não sei. Não fui ao banheiro, nem aos bares (Campanha #ConsumoZero em vigor).

Aliás, a campanha do #ConsumoZero estava até engraçada. Esses vendedores de água e picolé (R$ 5,00) estavam até sofrendo, coitados. Foi muito boa a hora em que um torcedor foi comprar uma água e muitos foram encima falando que a água era suja, tinham mijado lá dentro e não era a toa que o dinheiro ia pro Kalil. O torcedor entendeu a história e ficou com sede, mas não deu dinheiro ao galinho! Hahahhaha

Nos bancos havia a instrução e o papel para o mosaico, estava tudo bem escrito e explicado. Faltando 10 minutos pro jogo começar, o Raposão apareceu no campo, mas poucos repararam que ele fazia gestos para que a torcida se encaminhasse para o lado direito para completar o “C”, mas ao menos do lugar que eu estava, parecia que estava cheia.

 Todos a minha volta (além dos conhecidos, eu não sabia o nome de ninguém, mas conversava com todo mundo) comentávamos sobre a casa nova. E chegamos à mesma conclusão: estádio de verdade é o Mineirão, mas o Independência até que quebra o galho por um tempo.

Quando o time entrou em campo, assim como estava nas instruções, se formou o mosaico. A minha frente estava o mosaico “a la cachazeiros” que ficou muito bom! Queria até tirar foto, mas eu também estava embaixo do E, e não podia sair da formação. Seeentido! Um exército na torcida que obedecia às ordens para fazer uma boa festa!

Quando começou o jogo, era só festa nas arquibancadas, era tanta festa, que fingíamos ignorar a pressão que o Figueirense fazia no Cruzeiro. A cada erro do Pablo, que estava na lateral ao nosso lado, saía um grito: “Valeu Pablo!”, e a cada erro do Amaral era… “Leaaaaandro Guerreeeeeiro”. Assim que tem que ser!

Ao final do primeiro tempo, começou a cornetaiada, mas sério que à minha volta estava até engraçado. Vale retratar o que um moço atrás de mim gritava pro Wellington Paulista enquanto o Figueirense estava no ataque e o WP estava na banheira caído pra nossa lateral: “Ô Wellington Paulista!!! Fala pro Celso Roth tirar o Amaral… manda tirar o Wallyson que esta fazendo nada também.. e aproveita e… VAI JUNTOOO!”. Todo mundo em volta só na gargalhada, que mesmo na corneta, era festa.

No intervalo continuou a campanha do Consumo Zero, ao menos de todos que estavam ao meu lado, apenas um se levantou, sendo que foi para ir ao banheiro. O melhor foram os comentários desse moço ao voltar: “Até o banheiro lá de casa é maior que o daqui, PQP!” e também o “Aqui só vou fazer xixi… não vou dar lucro não, xixi é só prejuízo mesmo” hahahahahaha

Na volta ao segundo tempo, o time voltava ao campo e todos procuravam por Amaral. Quando ninguém o achou, era quase um gol comemorado pela torcida e quando se confirmou a substituição foi um grito de gol. =P

O time melhorou bastante com a entrada de Souza logo depois e com ele saiu o gol. Quando o meia fez a jogada anterior ao gol, nenhum olhar piscava mais. E quando a bola foi parar nos pés do Wellington Paulista, todo mundo parou de respirar naqueles segundos demorados do atacante e quando a bola entrou… ahhhh! Foi um grito como o Horto nunca havia visto antes! O atacante renegado pela torcida (e por mim também) mostrava que agora estamos de volta a BH, quase perto da nossa verdadeira casa e aqui, se não tem técnica, a torcida empurra!

Lá pros 40 minutos do jogo, parecia que aquilo não teria mais fim. O quase segundo gol do Cruzeiro, o quase gol do Figueira… mas o relógio cismava em não andar. A torcida estava toda apreensiva pro careca do árbitro dar o apito final e quando deu, outro gol a ser comemorado!

O Maior de Minas reestreava em sua cidade natal sem dar vexame de ser eliminado, sem precisar ganhar de virada e diante de uma torcida fiel.

O pessoal custava a ir embora, como se era obrigado a olhar a sua volta, respirar fundo e pensar: “enfim, de volta!”. No caminho para a rua, ninguém parava de cantar, no caminho pra casa, ninguém parava de buzinar.

Eu brinco que a torcida do galinho comemora cada vitória como título, mas essa do Cruzeiro, a torcida celeste comemorou como se fosse um título. Depois de dois anos e 14 dias fora de Belo Horizonte, um quase título Nacional e um quase rebaixamento, voltamos à cidade que nasceu e vive o espírito de campeão do Maior de Minas.

Obrigada Sete Lagoas, mas o Cruzeiro felizmente pertence a Belo Horizonte.

Luciana Bois

Br’11 Cruzeiro 0 x 1 Figueirense

Mais um jogo que tudo deu errado

Ahhhh Cruzeiro!

Que jogo foi esse?

Pesou ser considerado favorito? Pesou jogar contra time pequeno?

Acostume! Vai ter que ganhar ou ao menos jogar para ganhar de qualquer forma, uê!

Hoje não têm como defender ninguém, todo mundo errou. Erraram jogadas fáceis, passes bobos, finalizações, posicionamento, substituições… O árbitro errou sendo caseiro por demais, mas a equipe cruzeirense errou (bem) mais ainda.

Cuca levou ao campo o time esperado, sem Victorino, com Paraná e Gilberto nas laterais. Léo não comprometeu e teve até menos lances bizarros que os outros, assim como Gil também não comprometeu.

Hoje o meio campo jogou mal demais! Roger, Montillo, Henrique, Guerreiro, Dudu… resumindo, todos jogaram muito mal! Paraná na lateral também! Mesmo assim, não achei certo tirar o Montillo. Ele pode ser decisivo em apenas um lance. E acho que o Roger deveria sair no intervalo, não ter esperado gol adversário pra colocar o Dudu em campo.

Em um lance de erro nosso, garantimos para eles um gol e três pontos.

Não quero saber dessa história de lamentar que por dois pontos de diferença perdeu um título no fim do ano, lamentem agora! Tenham raiva agora e usem essa raiva para garantir todos os pontos possíveis agora, que depois do último apito final não vai adiantar em nada.

Vale muito os puxões de orelha e as exigências agora.

Corram atrás! Isso não é uma tempestade em copo d’água já que temos mais 37 rodadas pela frente, mas é para que acordem e não deixem escapar mais pontos por erros coletivos!

Mais uma vez eu digo, temos um grupo bom, mas façam por onde pelas vitórias, por favor!

Luciana

BR’11 – Para um grande campeonato

Esse será o melhor campeonato brasileiro dos últimos anos.

Parece até clichê, mas sério que esse ano eu acredito que é verdade.

Os grandes – com exceção de Santos, Vasco e Coritiba – começarão o campeonato com toda atenção para a competição. Grandes nomes voltaram ao Brasil, boas equipes foram formadas, com excelentes elencos (Inter, Cruzeiro, Santos) e estamos diante de grandes apostas.

O Cruzeiro dará seu passo inicial sobre o tímido Figueirense, mas que exigirá ainda muita atenção. Não podemos perder pontos para uma equipe, teoricamente, inferior. Não podemos dar espaços a surpresas.

O time catarinense apostará suas fichas no contra-ataque, já sabendo do grande poder ofensivo do Cruzeiro, aproveitado por todos os setores do campo. A experiência celeste terá que ser cautelosa, mas ofensiva, mesmo com status de visitante.

Estou reparando que o discurso cruzeirense é de tratar cada jogo como decisão, o que sempre será o correto quando se trata de pontos corridos. Cansamos de bater na trave ultimamente, não podemos mais nos contentar com apenas a Libertadores, nem chegar ao final do campeonato lamentando o ponto perdido ali ou aqui, um discurso já manjado, embora seja coerente ao Cruzeiro nos últimos anos.

Já que temos um bom elenco, devemos ter ambição. Ela faz com que acreditemos em nosso (bom) potencial e aproveitar.

Essa é só a primeira rodada das 38 que virão. É provável que sintamos raiva novamente por causa de “Sandro”, “Heber’s”, “timão”, “stjd’s”, dias ruins, contusões injustas, mas que ao final do campeonato nossas alegrias sejam bem maiores que nossas frustrações.

O provável time do Cruzeiro será: Fábio; Marquinhos Paraná, Gil, Léo, Everton (Gilberto); Henrique, Leandro Guerreiro, Roger e Montillo; Thiago Ribeiro e Wallyson.

Simbora Cruzeiro, pra cima deles!

Luciana