RESPEITAR PARA SER RESPEITADO

Fim de jogo. Noite chuvosa e triste. Cruzeiro acaba de perder o “clássico”. Eu, mal acostumada que sou, me sentia no meio de um pesadelo. Tá, tudo bem, coisas da vida e do futebol… Cruzeirense, acostumado a ser combatido, não morre por isso!

Aí entro na internet, buscando interagir com outros cruzeirenses, tentando diminuir a dor, e eis que fico sabendo que um certo jornalista/comentarista/projeto de apresentador/participante de programas de tv/ torcedor das frangas, tinha feito questão de mostrar, para uma atônita China Azul, a sua mais nova função: Cheer Leader do time zebrado.  Ou pomponete do time de vespasiano, como queiram.

Sim, o mais novo animador de torcida, com seus cabelos melados de gel e sobrancelha feita, estava a comemorar, perto dos jogadores, mais um gol de seu time do coração! Que gracinha!

Esqueceu sua profissão, esqueceu o real motivo de sua presença no estádio, que era trabalhar, esqueceu que ali, vendo tudo, estavam torcedores que o prestigiam em seus trabalhos na mídia… Esqueceu a educação, a postura, a ética, enfim.

Esse, China Azul, é o mesmo que há pouco tempo atrás, num bar, fez um cruzeirense perder a cabeça, de tanto que torceu, vibrou e provocou, com a vitória do Ipatinga sobre o Cruzeiro. É o mesmo que, há umas duas semanas, também em um bar, comemorou a virada do Grêmio sobre nosso time, numa bruta injustiça, e, dizem, tomou uns petelecos. É o mesmo que, depois do jogo, postou em seu twitter que o Cruzeiro foi burro por jogar em Uberlândia, que o Cruzeiro não respeitou o “galo”, e que o Cruzeiro havia perdido o título ali, naquele jogo (Olhem só, amigos, quem está falando de respeito! Eu não acreditaria se não tivesse lido). Mas também é o mesmo que, em seus programas de rádio, quando substitui os titulares, tenta se passar por pessoa de respeito, cordial, chamando sempre a torcida do maior de Minas a participar…

Não, não tenho nada contra as pessoas da mídia que têm seus times do coração. Longe disso! E até admiro quando assumem, eliminando assim, muitas dúvidas sobre suas opiniões. Isso é louvável, mas pena que não posso citar muitos como exemplo, aqui em Minas. O que sinto, simplesmente, é nojo da falta de respeito, nojo de alguém que usa os microfones para rir, debochar de outras pessoas,  nojo de gente duas-caras, nojo de mídia que persegue um e protege outro, de falta de PROFISSIONALISMO de quem um dia jurou tanta coisa bonita, de jornalistas lambe-botas, de pessoas sem o mínimo de gabarito para exercer a profissão, e honrar o cargo que ocupam. E isso não serve só para o jornalismo esportivo.

Citando um pequeno exemplo, para que entendam a razão da minha indignação, quando o atlético mineiro caiu, eu estava na casa de atleticanos, rodeada de conhecidos galináceos. Minha reação foi de rir um pouco, falei umas gracinhas leves, porém, sabedora e respeitadora do AMBIENTE onde eu estava, e até por consideração a amigos, não passou disso. Fui pra casa e lá, sim, ri demais, zuei meu marido, abri uma cervejinha para comemorar, pendurei a bandeira azul na janela, comprei jornais no dia seguinte… Mas eu sou TORCEDORA (e torcedora azul, de tão rouxa, ou é o contrário? rsrsrs), e sem compromisso com nenhuma rádio e nem com ouvintes. Poderia ter pisado, não pisei. Poderia ter humilhado, não humilhei. Poderia sair pulando e comemorando, tal qual o sr. Álvaro Damião, mas não o fiz.

E é com esse pensamento e esse jeito de ser, que EXIJO que certos jornalistas cumpram seus deveres. E que certos donos de veículos de comunicação também, viu, sr. Emanuel Carneiro?! Quanta conivência! Também não queremos ser adulados. Queremos apenas a verdade, a real, a imparcialidade, a postura de profissional.

Nem vou aqui discursar sobre outros tantos exemplos de desrespeito para com o CRUZEIRO ESPORTE CLUBE, como o descaso de certo jornal de família atleticana ( lido por cruzeirenses, por sinal)  pela despedida do Sorín. Senão, vai mais um texto inteiro sobre isso. Ufa!

Acham que acabou? Tem mais: depois da derrota para o protegido e querido clube deles, começaram a plantar notícias de jogadores cruzeirenses na noite, numa clara intenção de balançar o líder (ainda considero assim) do campeonato, pois para muitos ali, é inadmissível que o Cruzeiro seja o maior e mais respeitado de Minas, seria muito triste se o Cruzeiro ganhasse mais um título brasileiro. Fiquei indignada!

Então, para terminar, deixo aqui as palavras que escrevi em outro espaço, só para que certas pessoas da mídia reflitam e caiam na real: “SE NÃO EXISTISSE O CRUZEIRO, O ESTADO DE MINAS ESTARIA MORTO PARA O FUTEBOL”! É só pensar em quem sempre disputa títulos,em quem sempre está lá em cima. Se dependêssemos do América e do atlético de Vespasiano, Minas seria como a Bahia.

Enfim, fica aqui o meu protesto em forma de desabafo. Desabafo de quem sente que o clube para o qual torce, merece, mas merece MESMO, muito mais respeito!  Né Adilson?

OBS: Gostem dele ou não ( eu gosto, e muito), vejam se não há a mais pura verdade nessas palavras:

Simone