CM’11 Cruzeiro 3 x 4 Atlético-mg

Clássico bom, arbitragem horrível e Cuca…

Clássico bom. Seria melhor ainda se o árbitro tivesse apitado de verdade, não fingindo que era neutro. Essas coisas de tudo ser patrocinado pelo ex-presidente do galinho… quem acredita que poderá ser jogado o verdadeiro futebol sem pênaltis inexistentes e outros não marcados interferindo no placar final?

Não podemos julgar o time apenas por um clássico regional, porque – como falado no post anterior – temos um clássico internacional nesta quarta-feira. E dependemos muito dele para o resto da temporada. O de ontem fez nem cosquinhas ao planejamento do resto do ano, ainda podemos ganhar o Mineiro tranquilamente, só que temos que avaliar os erros…

Mais uma vez, Welligton Paulista jogou mal, exceto o belo lance do gol. O Leo não estava em um dia bom, que é raridade. Thiago Ribeiro foi mal também, mas ainda possui bastante crédito, porque conseguir ser destaque nacional tendo o Wellington Paulista como companheiro no ataque não é tarefa para qualquer um. Gilberto também não estava em seus dias, acho que está chegando a hora de dar uma oportunidade sim para Roger.

Acho que o problema da zaga será solucionado com Victorino. Repito: para mim, o Leo é um excelente zagueiro, ontem foi um dia atípico e aposto que com Victorino ele fará uma boa zaga e o Gil, com a crescente do seu futebol nos últimos jogos, tende a ser um bom reserva.

Já sobre o camisa 9, o Perrella tem que decidir: libera o dinheiro para comprar um centroavante de verdade ou libera o dinheiro para cobrir a oferta do time adversários pelos árbitros. Isso pode ser apenas brincadeira, mas foram os dois fatores que deram um empurrãozinho pra taça do Brasileiro ficar longe da Toca.

Agora falando no Cuca, na época da sua contratação eu fui contra, assim como grande maioria dos cruzeirenses. Eu não queria a saída do Adilson Batista, assim como uma minoria da torcida.

Mas quando ele chegou, queimou a minha língua de forma fabulosa trazendo o vice-campeonato para a Toca. Mas nesse inicio de ano eu já venho observando suas atitudes… no jogo contra o Villa, demorou muito para fazer substituições, que apesar de tardias, surtiram efeito. Já contra o galinho, colocou Edcarlos no lugar de Leo e Roger no lugar de Gilberto, sendo que o Leo não vinha fazendo uma boa partida, porém Edcarlos nem havia jogado nenhum jogo esse ano e tinha que segurar o Tardelli.

O Cruzeiro vinha tomando pressão no segundo tempo, já anunciando o quarto gol galinácio… mas Cuca ficou receoso em gastar a terceira substituição, quando deveria fazer. Como anunciado, o quarto gol veio e só depois Wallyson entrou em campo.

É Cuca… devemos rever o seu assunto com seus protegidos. Wellington Paulista não dá! Tente inventar, seja um pouco de “professor pardal”. Coloque dois pontas, André Dias… sei lá… inove! Adilson Batista conseguiu chegar a uma final de Libertadores com Gerson Magrão na lateral e um Thiago Heleno na zaga por falta de opções melhores, mas chegou!

Mas Wellington Paulista não tem como mais…

Até os cornetas do Adilson já começam a chamá-lo de volta… cuidado! Libertadores não é Campeonato Mineiro BMG, onde tanto faz perder pra um galinho da vida. Não sou contra o Cuca, ainda possui mais méritos que deméritos no comando. Mas ver que o Wellington Paulista é seu protegido é meio tenso…

BR’10 Cruzeiro 1 x 2 Grêmio

Quem tem olhos, que finjam que não veem!

Nem sempre o campeão dá show de bola pra buscar o resultado, mas faz seu jogo na medida do possível. Ontem foi assim para o Cruzeiro… não deu show, mas soube enfrentar o Grêmio dentro do Olímpico, pois o Grêmio não é um galo qualquer em seus domínios.

A formação que Cuca levou a campo foi o tradicional 4-4-2, com Pablo na lateral esquerda, jogador o qual vem sentindo o peso da camisa. Montillo abriu o placar com uma bela jogada no primeiro tempo, mas o Cruzeiro cedeu ao empate depois dos 4 (quatro!!!) minutos de acréscimo na primeira etapa.

No segundo tempo, Gilberto entrou no lugar de Pablo, dando maior consistência ao time. Porém, o time insistia em jogadas pela direita, na qual Jonathan não estava em seus melhores dias.

Pelo lado de Gilberto e pelos pés do meia-lateral, saiu o cruzamento para o gol legítimo de Wellington Paulista! Mas vai entender a arbitragem…

O Cruzeiro levou a virada com o pênalti “a brasileira” (dos dúvidosos que não se crucifica o juiz por marcar ou não marcar..) feito por Thiago Ribeiro e sofrido por Jonas. Se repararem bem, atacante não é um primor para marcar lá atrás e ainda era o lado direito, quem deveria estar lá mais uma vez?! Jonathan…

Resultado final: Arbitragem e Grêmio 2 x 1 Cruzeiro

Mas vamos ao dossiê sobre os gols mal anulados do Cruzeiro nesse campeonato:

**Cruzeiro 2×2 Avaí – Gol mal anulado do Henrique (-2 pontos)
Veja aqui!

**4×2 Guarani – Gol contra mal anulado do Fabão
Veja aqui!

E olha que nem vou citar aqui o outro gol anulado do Wallyson nesse jogo, que poderia estar um pouco a frente. Mas ainda é algo dúvidoso!

**Botafogo 2×2 Botafogo – Gol mal anulado do Farías (-3 pontos)
Veja aqui!

**Santos 4×1 Cruzeiro – Gol mal anulado do Farías

**Cruzeiro 1×0 Fluminense – Gol mal anulado do Wellington Paulista

**E tentando finalizar com a sessão cara de pau: Grêmio 2×1 Cruzeiro – Gol mal anulado do Wellington Paulista (-1 ponto)
Veja aqui!

E com certeza devo estar esquecendo de alguém.. algum jogo.. e por ai vai!

Fomos beneficiados em algum jogo sim! Acho que contra o Ceará, não tenho certeza… mas fomos muito mais prejudicados que beneficiados nessa caminhada! Dizem que a arbitragem é ruim mesmo, mas tanto assim só contra o Cruzeiro?! Isso aqui foi só um levantamento de (alguns) gols mal anulados, sem contar com pênaltis inexistentes, impedimentos em lances perigosos, excesso rigor em cartões… e por ai vai!

O futebol mudou ou fui eu que não mudei? (Por @lilianfmoreira)

Quando meu pai fazia estágio comigo para ser pai de um menino que só chegou anos depois (e já nasceu com cinco estrelas no peito) e me incutia pelo mundo do futebol, ele se preocupava em me explicar regras fundamentais tais como:

(i) futebol se joga com 11 jogadores em cada equipe; (ii)  dentro de quatro linhas; (iii) gol é quando a bola entra na meta do time adversário; (iv) pênalti é infração marcada pelo adversário dentro da pequena área; (v) os técnicos são os responsáveis por armar as equipes e definir seus esquemas táticos, fazer alterações, ressuscitar a equipe e até mesmo perder o jogo; (vi) impedimento é algo muito complexo para uma garotinha de 6 anos aprender, mas aos 7 anos de idade ela já consegue dominar a regra; (vii) o juiz e os bandeirinhas devem ser meros coadjuvantes da partida e nunca devem aparecer mais que os jogadores, nem interferir em seu resultado. Estranho! Será que meu pai se enganou nessa última lição ou é o mundo que está de ponta cabeça passados menos de vinte anos desde a minha iniciação no mundo do futebol?

Nesse meio tempo, o meu amor e entusiasmo pelo maior de Minas só fez aumentar numa progressão geométrica: vestir o manto celeste é natural, ver nossos guerreiros jogarem é trivial, me arrepiar com cada gol e jogada espetacular é o mesmo que sentir o cegar do brilho intenso da nossa constelação. Defender nossas cores numa resenha com adversários sem argumentos já nem é mais questão de honra: é diversão. O que mudou nesse tempo todo é que outrora se o árbitro errava, era porque o lance era maculado por um jogador que lhe encobria a visão ou pelo seu mau posicionamento em campo, pela rapidez das jogadas de atletas muito velozes, por campos extremamente ruins, por auxiliares despreparados, por seu péssimo preparo físico. Sim meus amigos, eu fiz parte do tempo em que se podia atribuir grande parte dos erros às falhas humanas e ainda era possível acreditar em pessoas escrupulosas no futebol. Tempo este em que o melhor time jogaria o futebol no campo, realizaria as melhores jogadas ou mesmo aproveitaria as falhas do adversário e marcaria gols e venceria a partida: simples assim! Não havia o famoso “tapetão!”. Não era necessário recorrer à Justiça Desportiva para conseguir o reparo de um dano, porque o dano não existia de fato. Sou do tempo, e nem sou uma anciã, em que raramente um jogador se exaltava a ponto de mandar um árbitro para a casa da mãe Joana, e como resultado recebia um efeito suspensivo de quatro partidas. Por outro lado, eu nem ouvia falar de um juiz que confiscara 2 pontos (na verdade a gula dele era por três!) e sai ileso no final da fatura. Não sou do tempo da censura, mas é incrível como o Estatuto do Torcedor foi criado no momento certo. Um país que fantasia a solução da fome e do desemprego com bolsas e não se preocupa com seus tributos, se preocupa sobremaneira em regimentar as palavras que saem da boca de quem vai a um estádio torcer porque o “mundo estará de olho estará em nós em 2014”. Até parece que só brasileiro pronuncia palavras de baixo calão. Quanta falta do que fazer! Reprimendas à base da ameaças. Coisas do Brasil!

Não, eu não sou do tempo que se mata bola na pequena área com o braço e não se marca pênalti; que a bola não sai e o gol é anulado; que falta fora da grande área é pênalti…  Perguntei aos mais entendidos se as regras mudaram e me disseram que não. A interpretação delas ainda continua objetiva. Só posso acreditar que esse ano o Campeonato Brasileiro terá dois Campeões: um Real e um Moral: a CBF jamais dirá que sim, mas o resto do Brasil, inclusive a imprensa está estudando o caso. O Campeão Moral ainda irá disputar o restante das rodadas jogando o futebol em campo, disputando ponto a ponto, rodada a rodada, obedecendo todas as regras que nós conhecemos e aprendemos com os nos estimularam a gostar de futebol (valeu pai!). O Campeão Moral não irá ganhar nada, nem taça, nem faixas, somente o reconhecimento por jogar futebol na raça, na garra, encher nossos olhos, nos deixar com o corpo arrepiado, o coração em disparada, e as quartas-feiras e Domingos salvos do tédio. O Cruzeiro está no páreo nessa disputa e segue firme mostrando aos adversários como se joga futebol. Por outro lado, o Campeão Real me parece já ter sido escolhido e está sendo escoltado por juízes e dirigentes. A entrega da taça para este é questão de tempo.