Não menospreze, nem nos venere…

Assim vejo o Cruzeiro de 2011.

Os críticos do Cruzeiro dizem que o time até agora só bateu em cachorro morto e ainda não fez nada de demais. Concordo em partes, quer dizer… apenas na parte do “fez nada de demais”, que o “demais” pra mim será apenas com o título.

Dizem que o Estudiantes é nada, derrotá-lo com o atual elenco com o Verón velho é mais fácil que ganhar do Prudente. “Golear é golpe de sorte.”

Pois bem, estou com o Rica Perrone, qual time grande do Brasil pegou adversários teoricamente fáceis? Qual deles jogou tanto quanto o Cruzeiro?

É sim um time a elogiar, acima da média dos demais até agora.

Um exemplo disso é o Corinthians: está nas semifinais do campeonato estadual mais disputado do Brasil, mas foi eliminado pelo Tolima na Libertadores, time o qual o Cruzeiro goleou por 6×1.

É cachorro morto sim, mas por que o outro também não ganhou?

Para diminuir a campanha do Cruzeiro dizem que o único time “grande” que enfrentou, acabou saindo derrotado. E tenho que completar: “ainda bem” que foi derrotado.

Após aquela derrota, a grande equipe e esquema tático que agora é comentada foi formada. Basta só analisar a equipe daquele jogo:

Fábio; Pablo, Léo (Edcarlos) , Gil e Diego Renan (Wallyson); Leandro Guerreiro, Henrique, Gilberto (Roger) e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista

E a que foi no jogo seguinte contra o Estudiantes:

Fábio; Pablo, Victorino, Gil e Gilberto (Diego Renan); Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Dudu) e Montillo; Wallyson e Wellington Paulista (Thiago Ribeiro)

Contra o galo, Roger não foi titular, Gilberto ainda estava no meio deixando a lateral para Diego Renan, Victorino ainda não havia estreado e Wallyson ainda era reserva. Precisa falar o porquê do “ainda bem” que teve aquela derrota?

Mas também não quero que esse Cruzeiro seja venerado.

Uma equipe só ganha o devido reconhecimento após conquistar o título. Não quero me lembrar dessa equipe apenas como “aquela boa de 2011”, mas sim como “aquela equipe campeã de 2011”.

O Cruzeiro não jogou o esperado contra o Once Caldas, muitos disseram que já havia perdido o gás. Mas pode acontecer, uai!!! Além do mais, uma vitória fora de casa na Libertadores nunca é ruim.

Futebol é assim: um dia podemos ter o Montillo mal, Fábio desligado, Victorino lento, Roger chinelinho…  Apesar de não querer isso de forma alguma, isso infelizmente pode acontecer.

Até que aquele jogo foi bom para mostrar à torcida que manter um bom nível durante vários jogos é complicado e a queda de rendimento pode acontecer. É o futebol, minha gente!

Não coloquem a faixa de campeão antes da hora, nem joguem a toalha dizendo que não dá.  Não há vitoriosos, nem os derrotados antes da hora. Esperem cada jogo acontecer… pois esse esporte se chama futebol.

Luciana